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AutoConhecimento

Página atualizada em 07/12/2017

A fusão com os Livros Verdadeiros ativa o homem e lhe traz a vontade e a força dos sábios que escreveram aqueles textos. O saber não é o objetivo do estudo, e sim um meio para semear a Vontade Superior, a Vontade e Desejo de Dar e Beneficiar, no coração do homem. É isso que mede o nível espiritual do homem. Isso é todo o homem.
Iehuda Leib Halevi Ashlag

Bibliografia:
As 3 Dimensões da Kabalá : Essência, Infinito e Alma
Chaim David Zukerwar
Editora e Livraria Sêfer
Pág. 17

O Capítulo VI do Sepher Yezirah tem o caráter de um resumo final. A frase, "Ele é um acima de três, três estão acima de sete, sete estão acima de doze, e todos estão ligados.", é uma expressão súmaria. Encerra sinteticamente todo o tema da Cabala. É a chave que pode abrir as portas de seus significados ocultos, se corretamente usada.
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Foi Eliphas Levi quem caracterizou a Cabala como "uma filosofia simples como o alfabeto, profunda e infinita como a Palavra, teroremas mais perfeitos e lúcidos do que os de Pitágoras; uma teologia extremamente sintética; um infinito que cabe na mão de uma criança". Isto está realmente bem expresso e descreve exatamente o sistema que vemos sintetizado naquela frase do Sepher Yezirah. A inteligência versada na estrutura da Cabala pode perscrutar números e letras para desvendar filosofia, ou, partindo de correspondências indicadas, descobrir fatos do universo, do ano e do homem.

Bibliografia:
Livro : A Cabala desvendada
Biblioteca da Ordem Rosacruz - AMORC
1992
Pág. 155, 157 e 158

Como pode uma pessoa perceber o desejo?

Para uma pessoa saber o que quer, é preciso primeiro provar, porque a prova deixa uma percepção ou gosto agradável. A satisfação foi sentida e agora se foi, deixando a vontade de sentir novamente. É disto que o verdadeiro Kli deve consistir. Ou seja, a luz no passado o preencheu completamente e o Kli sentiu a força total na sensação da presença da luz. Então a luz desapareceu e o Kli aspira com toda a paixão, voltar a sentir o prazer da luz novamente.

Agora, veremos como a alma é construída e a razão porque nós precisamos trabalhá-la. A alma é a única coisa criada. Através de seus cinco filtros, ela recebe dentro de si sensações visuais, auditivas, olfatórias, gustativas e tácteis. O suporte por trás destes cinco orgãos sensoriais é similar a um programa de computador. Ele traduz o que está no exterior em uma linguagem que nós possamos entender, ou seja, prazer ou dor. Percebemos quando algo é bom ou máu no ponto mais central de nossa alma.

Se o computador está executando um programa natural, este programa é projetado para satisfazer a tomada egoista do bom e do máu. Se estiver executando um programa altruísta então a noção de bom ou máu não é avaliada em relação a si próprio mas sim em relação ao que está do lado de fora, e isto é a luz ou o Criador.

Agora podemos ver que existem duas opções de programa para as avaliações e escolhas da alma:
a) egoísta, para seu próprio benefício
b) altruísta, para benefício do Criador

Enfim, além do Criador e a criação, ou da luz/prazer ou do desejo/vaso, nada mais existe no universo.

No processo natural, a pessoa nasce com o programa egoísta. Assim uma imagem reversa é impressa ou projetada egoìsticamente no fundo de nossa consciência ou cérebro. Esta imagem é chamada "Nosso Mundo".

Nós não percebemos nada além da luz. Entretanto, se a luz passa pelo processo egoísta, ela se manifesta em nós como o "Nosso Mundo". Nosso desejo egoista executa seu processamento, adicionando obstáculos pela seleção de tudo o que é bom e descartando tudo o que é máu. Este é o programa de auto preservação do organismo, e se não o tivéssemos, nossa visão do mundo seria completamente diferente. Sem ele, as imagens seriam impressas na frente da alma e revelariam para a pessoa, tudo o que existe no exterior de um modo objetivo, ao invés do que percebemos em nosso interior, de forma subjetiva e para o nosso próprio benefício. O que está no exterior é chamado de "a luz" ou "O Criador".

Para reprogramar o computador do modo egoísta para o modo altruísta, existe a Ciência da Cabala, a qual nos ajuda a receber a imagem externa genuína, sem a capa do egoísmo. Seremos capazes de sentir o verdadeiro universo que existe em nosso exterior. Este estado é chamado de "unificação com a luz", quando não há obstáculos entre a alma e a luz.

Trecho traduzido do livro : Spiritual Search de Rav Michael Laitman, PhD

Como a filosofia pode fazer de você um líder melhor

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Os benefícios da introspecção e reflexão sobre o caráter e conjunto de crenças de alguém recebem menos atenção em uma sessão típica de coaching do que os benefícios da mudança de comportamento em si. Talvez, isso não seja tão surpreendente na nossa cultura acelerada e motivada pela tecnologia, onde há pouco tempo para parar e pensar e onde as pessoas querem (e pagam por) resultados imediatos. Apesar do reconhecimento crescente dos benefícios de atividades de organização mental (como ioga e meditação), a reflexão acerca de assuntos filosóficos - como valores, virtudes de caráter e sabedoria - é relativamente negligenciada. Programas comuns de coaching executivo e desenvolvimento de liderança raramente, se não nunca, incluem aspectos sobre o poder e importância de clarear o ponto de vista filosófico de uma pessoa sobre o mundo. Mas existem evidências o suficiente de que deveriam.

A pesquisa neurocientífica sobre auto-reflexão apoia essa visão. Um estudo recente publicado em BMC Neuroscience revela que uma parte crótica do cérebro - o cortex cingulado anterior (ACC) - é ativado durante atividades de auto-reflexão. O ACC é essencial porque, como nota a pesquisa, pode detectar discrepâncias entre o estado atual de desejo, mediar integração e avaliação de informações emocionais, motivacionais e cognitivas e modular a atenção. Ativar o ACC via auto-reflexão, em outras palavras, pode promover sucesso profissional, ajudando líderes a identificar seus valores e objetivos estratégicos, sintetizar informações e se ater à esses objetivos, implementando planos sólidos de ação.

Claro está que a maioria dos processos de auto-reflexão não ocorrem em ambiente de laboratório - necessitando de adaptação para outras situações de trabalho. Uma forma interessante e intensa de fazer isso é através do "conselho filosófico". Um movimento internacional crescente que tem sido chamado de análise para os sãos, porque ajuda os indivíduos racionais, com boa saúde mental a clarear suas visões de mundo e objetivos, em face dos desafios e mudanças de vida. Os conselheiros filosóficos e seus clientes engajam em conversas estruturadas que incorporam a auto-reflexão sobre objetivos e valores. Conhecendo sobre filósofos antigos de tradições ocidentais e orientais (de Sócrates à Confucius), bem como filósofos contemporâneos, o processo ajuda o desenvolvimento de filosofias pessoais e empodera pessoas a atingir suas mais altas aspirações e ideais humanos.

Considere um CEO que diminui seus colegas quando rola os olhos enquanto falam, interrompe suas falas, e subestima seus papéis. Imagine que ele está encarando um desafio ético espinhento para sua companhia, que poderia prejudicar sua posição financeira e reputação. O CEO não tem ninguém a quem recorrer pois alienou sua equipe com seu comportamento. Um consultor filosófico poderia ajudar a diminuir seu comportamento prejudicial e melhorar sua taxa de interferências positivas através da facilitação da auto-reflexão sobre seu próprio caráter e valores. Um cliente CEO nessa situação constatou que refletir sobre os ensinamentos de Sócrates e um filósofo do séulo XX - Habermas, o empoderou para implementar mudanças no processo de diálogo e criação de consenso com sua equipe de líderes. Embasamento filosófico, combinado com mudanças positivas de comportamento, o posicionaram em uma liderança firme atravessando a fase de falta de confiança de sua equipe.

A auto-reflexão filosófica é essencial em pontos de inflexão nas carreiras dos indivíduos, quando um líder encara um dilema sério, desafio ou crise. Como podem os líderes tirarem proveito da auto-reflexão sem necessariamente engajar em um processo com um conselheiro filosófico? Eles primeiro precisam parar e contemplar seus valores basais. O trabalho de uma vasta gama de filósofos pode ajudar. Por exemplo, eu normalmente sugiro meu anagrama "SANE", que desenha perguntas-chave de quatro filósofos e correntes proeminentes na cultura ocidental: Sócrates, Aristóteles, Nietzsche e os Existencialistas.

Sócrates: Qual é a pergunta mais desafiadora que alguém poderia fazer para mim sobre minha abordagem atual?

Aristóteles: Quais as virtudes de caráter que me são mais importantes e como eu as expresso?

Nietzsche: Como eu dirijo minha força de vontade, manejo meus próprios interesses e atuo de acordo com meus valores escolhidos?

Existencialistas (por exemplo, Sartre): Como eu tomarei responsabilidade total por minhas escolhas e resultados para os quais elas levam?

Refletindo com seriedade acerca dessas questões, o CEO descobriu um formato estruturado para lidar com o dilema ético e financeiro que ele encarava. Ele percebeu que via o "respeito pelos outros" e a "modéstia" como valores basais e virtudes desejadas, o que rapidamente cortou seu comportamento arrogante e o ajudou a levar conversas produtivas com sua equipe acerca dos próximos passos. No fim das contas, isso reverteu em um consenso sobre como as decisões seriam tomadas em equipe. Tomando para si a responsabilidade de refletir sobre seus próprios valores, o CEO transformou completamente a situação e solidificou seu papel de liderança.

Tal como as atividades de organização mental, auto-reflexão exige tempo e esforço. Mas não necessita de uma desligamento intencional do pensamento. Ao contrário, requer que o lider pense rigorosamente sobre assuntos filosóficos profundos, como valores e propósitos. A recompensa da auto-reflexão é o que Aristóteles chamou de phronesis (sabedoria prática). Contemplar os valores filosóficos atemporais pode motivar mudanças de comportamento perenes, à serviço de crescimento e sucesso duradouro.

David Brendel, MD, PhD é um coach executivo certificado, consultor de carreira e conselheiro filosófico de Boston. Ele é fundador e diretor do Leading Minds Executive & Personal Coaching.

Quando considerarmos consistentemente a nós mesmos e aos outros como sendo realmente Almas, que procuram manifestar-se através de personalidades mais ou menos imperfeitas ..., e considerarmos que esse é o propósito mais importante e imediato de nosso ser aqui, pelo menos no que nos diz respeito, e se, além disso, percebermos que as Almas não são entidades separadas e isoladas, mas são essencialmente uma com a Alma Universal, sempre procurando realizar essa unidade através da consciência grupal e da atividade grupal, então, nossa atitude e nosso comportamento mudarão radicalmente. Perceberemos, por trás de todo indivíduo, a alma aprisionada, e nosso reconhecimento e amor fluirão naturalmente para ela; compreenderemos o quanto a crítica, a depreciação, a desconfiança e o antagonismo são fúteis e fundamentalmente errados e como a única coisa correta e racional a fazer é cooperar com aquela alma, emanando nosso amor e compreendendo seus problemas e suas lutas.

Roberto Assagioli

A dialética de Platão

A dialética de Platão não é um método simples e linear, mas um conjunto de procedimentos, conhecimentos e comportamentos desenvolvidos sempre em relação a determinados problemas ou "conteúdos" filosóficos.

... existem duas interpretações principais, um tipo de raciocínio e um método de intuição.

Simon Blackburn adota o primeiro, dizendo que a dialética de Platão é "o processo de extrair a verdade por meio de perguntas destinadas a abrir o que já é implicitamente conhecido, ou de expor as contradições e confusões de posição de um oponente".

Karl Popper afirma que a dialética é a arte da intuição para "visualizar os originais divinos, as formas ou idéias, de desvendar o grande mistério por trás do comum mundo das aparências do cotidiano do homem."

Fonte : https://pt.wikipedia.org/wiki/Platão

Quando nos abstemos de julgar os outros, quando não decretamos como os demais deveriam responder e agir, criamos uma abertura para a Luz decidir fazer o mesmo em nosso favor.
Precisamos nos lembrar de uma importante verdade, uma verdade que pode fazer nossas vidas muito mais simples, se conseguirmos incorporá-la:
tudo o que quisermos receber da Luz do Criador, precisamos ser parte do processo de trazer para o mundo.
Então, se quisermos que a Luz nos dê algo, precisamos ser capazes de dar.
Se quisermos que a Luz se abra para nós, precisamos estar abertos.
Em outras palavras, nunca podemos pedir à Luz algo para o qual não estivermos preparados, dentro de nós mesmos, para trazer para os demais.

Karen Berg

O que é Filosofia

Filosofia é uma palavra de origem grega, cujo significado literal é amor à sabedoria. A filosofia estuda problemas essenciais da humanidade, em busca de uma compreensão da realidade e de como o homem se relaciona com o mundo. Os problemas estudados pela filosofia são, basicamente, a existência, o conhecimento, a verdade, os valores morais, a estética, a mente e a linguagem.

Filosofar constitui-se na atitude de refletir, criticar e especular sobre as condições do ser humano e dos outros seres vivos, tendo em mente, principalmente, seus papéis no universo. Desta maneira, a filosofia envolve todas as concepções de ciência, conhecimento e saber racional. É importante ter em mente que a filosofia se preocupa com questões referentes ao ser humano, mas de uma maneira diferente da religião, que se baseia na fé. Na filosofia, a razão é a palavra-chave.

O filósofo chega, então, às suas conclusões a partir de uma pesquisa interna, voltada para si. Ele se move por um sentimento de curiosidade e tem como suporte os fundamentos da realidade. Esta atitude de olhar para si com a intenção de compreender o papel do ser humano no universo fez da filosofia se tornasse uma disciplina, estudada há muitos e muitos séculos. De uma perspectiva social, a filosofia não é uma forma de conhecimento em si, mas um comportamento, uma atitude natural das pessoas quanto a si próprias e ao mundo.

Origem do Termo Filosofia

O termo filosofia é uma junção das duas palavras gregas philo e sophia. A primeira significa amizade, fraternidade e respeito entre iguais, enquanto a segunda significa sabedoria. Assim, chegamos à definição “amor à sabedoria”, sendo o filósofo aquele que tem desejo pelo saber. Neste sentido, a filosofia é o estado de espírito daquele que procura e respeita o conhecimento.

A origem da Filosofia remete à Grécia Antiga, sendo os primeiros registros datados do século VI a.C., aproximadamente. Na época, a Grécia era um importante centro cultural e político, sendo a diversidade – proporcionada pelas várias influências recebidas pelo povo grego – responsável por desencadear o pensamento crítico por parte daqueles que passaram a refletir sobre o universo e buscar respostas fora das premissas da mitologia grega.

Dizem os principais autores da área que Tales de Mileto foi o primeiro filósofo da História, embora Pitágoras tenha sido o primeiro a se definir como amante da sabedoria, ou filósofo. Vale destacar, também, que antes mesmo do surgimento da palavra filosofia, Heródoto já fazia uso do verbo “filosofar” e Heráclito já usava o substantivo “filósofo”.

Ramificações

Como uma disciplina de estudo e, consequentemente, “mãe da Ciência”, a filosofia ramifica-se em várias direções, indo desde a metafísica até a epistemologia – estudo do conhecimento – e a ética. Por ser um estudo tão amplo e dividido em tantas vertentes, a filosofia tem vários nomes marcados em sua história, sendo que muitos filósofos – tais quais Platão, Aristóteles, ... , entre outros – têm suas ideias debatidas até os dias de hoje.

O pensamento de Platão, por exemplo, defende que o objetivo do filósofo é chegar ao verdadeiro conhecimento – ao qual deu o nome episteme. Para ele, a episteme é o oposto da doxa, que é o conhecimento baseado exclusivamente na aparência. Aristóteles, por outro lado, divide o conhecimento em três categorias – teórico (matemática, metafísica, psicologia etc.), prático (política, ética etc.) e poético (poética, economia etc.).

De maneira didática, podemos dividir a Filosofia em cinco grandes grupos:

Lógica: que envolve a preservação da verdade e evita a inferência e os raciocínios inválidos;

Metafísica ou ontologia: que trata da realidade, do ser e do nada;

Epistemologia ou “teoria do conhecimento”: que trata da crença, da justificação e do conhecimento;

Ética: que remete às dualidades certo e errado, bem e mal;

Filosofia da Arte ou Estética: que trata do belo e do “sensível”.

Fonte : http://www.significadosbr.com.br/filosofia

O método dialético de Sócrates e sua finalidade

O método dialético de Sócrates está ligado à sua descoberta da essência do homem como alma (psyché) e tendo o modo consciente a despojar a alma da ilusão do saber. Como sistema de ensinamento usava o dialogo em sintonia com a razão para levar o interlocutor ao encontro da sua alma, fundamentalmente de natureza ética e educativa.

Pode-se dizer que o método de Sócrates é dividido em duas partes; na primeira, feita a pergunta, ele procura mostrar ao interlocutor a insuficiência da resposta dada e mostra que estas são sempre preconceitos recebidos, opiniões subjetivas e não a definição buscada. A isto, dá-se o nome de ironia; por isso ele não era bem visto. A forma de levar o ouvinte a dar conta de que não sabe aquilo que julgava saber e para melhor entender a si mesmo, era posta como finalidade de quebrar a solidez existente na própria pessoa.

Então na segunda parte, ele vai sugerir caminhos para que o interlocutor seja capaz de encontrar a resposta procurada em si mesmo. O que recebe o nome de Maiêutica ...

Extraído de http://meuartigo.brasilescola.com/filosofia/o-metodo-dialetico-socrates-sua-finalidade-1.htm

Yin e Yang

Segundo a filosofia chinesa o yin yang é a representação do positivo e do negativo, sendo o princípio da dualidade, onde o positivo não vive sem o negativo e vice e versa. O criador desse conceito foi I Ching, ele descobriu que as formas de energias existentes possuem dois pólos e identificou-o como Yin e Yang. O Yin representa a escuridão, o princípio passivo, feminino, frio e noturno. Já o Yang representa a luz, o princípio ativo, masculino, quente e claro. Além disso, também são indicados como o Tigre e o Dragão, representando lados opostos. Quanto mais Yin você possuir, menos Yang terá e, quanto mais Yang possuir menos Yin você terá. Essa filosofia diz que para termos corpo e mente saudável é preciso estar em equilíbrio entre o Yin e o Yang. Há sete leis e doze teoremas da combinação das energias Yin e Yang:

As leis são;

1. Todo o universo é constituído de diferentes manifestações da unidade infinita;
2. Tudo se encontra em constantes transformações;
3. Todas as contrariedades são complementares;
4. Não há duas coisas absolutamente iguais;
5. Tudo possui frente e verso;
6. A frente e o verso são proporcionalmente do mesmo tamanho;
7. Tudo tem um começo e um fim.

Os teoremas são;

1. Yin e Yang são duas extremidades de pura expansão infinita: ambas se apresentam no momento em que a expansão atinge o ponto geométrico da separação, ou seja, quando a energia se divide em dois;
2. Yin e Yang originam-se continuamente da pura expansão infinita;
3. Yang tende a se afastar do centro; Yin tende a ir para o centro; E ambos produzem energia;
4. Yin atrai Yang e Yang atrai Yin; Yin repele Yin e Yang repele Yang;
5. Quando potencializados, Yin gera o Yang e Yang gera o Yin;
6. A força de repulsão e atração de todas as coisas é proporcional à diferença entre os seus componentes Yin e Yang;
7. Todos os fenômenos têm por origem a combinação entre Yin e Yang em várias proporções;
8. Os fenômenos são passageiros por causa das constantes oscilações das agregações dos componentes Yin e Yang;
9. Tudo tem polaridade;
10. Não há nada neutro;
11. Grande Yin atrai pequeno Yin; o grande Yang atrai o pequeno Yang;
12. Todas as solidificações físicas são Yin no centro e Yang na periferia.

Extraído de http://www.brasilescola.com/filosofia/yin-yang.htm

Trinta raios convergem para o meio de uma roda;
Mas é o espaço em que vai entrar o eixo que a torna útil.
Molda-se o barro para fazer um vaso;
É o espaço dentro dele que o torna útil.
Fazem-se paredes, portas e janelas para um quarto;
Mas é o espaço interior do quarto, que o torna útil.
Assim são as coisas físicas,
que parecem ser o essencial.
Mas o valor está no Metafísico.

Lao Tsé - Tao Te King

Cada dia, tente ajudar a se reerguer, assim como você ajudaria a si mesmo ou a sua familia,
qualquer pessoa à sua volta que possa estar física, mental ou espiritualmente enferma.
Assim, seja qual for o seu papel no palco da vida,
você saberá que o interpretou corretamente, sob a orientação do Diretor de Cena ...

Paramahansa Yogananda

"A paz e a harmonia buscadas com tanta urgência por todos não podem ser obtidas das coisas materiais ou de qualquer experiência exterior; é simplesmente impossível. Talvez, admirando um belo pôr-do-sol, estando nas montanhas ou no mar, possamos sentir uma serenidade temporária. Mas nem o cenário mais inspirador lhe trará paz se você não estiver em harmonia consigo mesmo. O segredo de levar harmonia às circunstâncias externas da vida é estabelecer harmonia interna ... e com Deus."

Sri Daya Mata

“Bendito aquele que utiliza seu discernimento e livre arbítrio para viver, falar e atuar em harmonia com o Cristo Divino.”

Sri Daya Mata

“Tente mover o mundo - o primeiro passo será mover a si mesmo”

Platão

"Então, como você pode endireitar uma mente conturbada, purificar seu coração, e ser harmônico com as atividades de todas as coisas da Natureza ? Você deveria primeiro fazer do coração de Deus o seu coração. É um Grande Amor, Onipresente em todos os cantos e em todos os tempos do Universo. Não há desacordo no Amor. Não há inimigos do Amor."

Morihei Ueshiba

O místico encontra felicidade no fato de que pode transmitir felicidade, pelo conhecimento e serviço, a outros. Encontra forças no fato de que pode atrair aquilo que lhe dará fortaleza física, mental e espiritual. Encontra prosperidade crescente nas coisas mundanas, porque aprende a valorizar todas as coisas por um padrão mais elevado.

Harvey Spencer Lewis

UMA OUTRA PRIMAVERA

A cada ano vem a época da primavera e isto nos faz perceber que a novidade da vida que chega e que a vitalidade que esta no ar significa que se trata de um período em que deveríamos cooperar com o processo de reconstrução e de recriação da natureza e nos tornar novos homens e novas mulheres.

Gosto de pensar na imagem que um místico antigo apresentava quando dizia que, quando chegava a primavera, ele tentava plantar no jardim de sua alma uma semente de vida, uma semente de bondade e de tolerância, que ele observava atentamente no transcorrer das pancadas de chuva e dos grandes ventos da primavera; que a deixava crescer até o verão e depois a protegia contra o calor do Sol e dos grandes aguaceiros.

No outono, quando ela havia se tornado uma grande planta, ele a abençoava e se deliciava com sua beleza e com sua magnificência; durante todos os meses do inverno ele a colocava no seu peito, guardava-a no calor e a deixava vitalizá-lo durante o fim do ano.

Cada um de nós pode plantar tal semente nessa época do ano, sabendo que a vinda da primavera vem muitas oportunidades de nos ajustarmos às mudanças que ocorrem. Podemos mudar nossa natureza, nossas disposições, nossa maneira de pensar e de fazer as coisas e podemos nos tornar novos de muitas maneiras.

Podemos realmente limpar nossa casa nessa primavera e nos desembaraçar de muitas superstições e crenças falsas, de muitos hábitos e de traços de caráter que vicejam como ervas más num jardim, e manter novos planos, novos pensamentos e novas idéias que crescerão e se tornarão plenos de força e de beleza.

O ser humano evolui constantemente e é por isto que os sistemas, as doutrinas, os dogmas e as crenças que serviram tão bem no passado, agora parecem ultrapassados.

Não é porque estamos menos atentos às coisas mais elevadas da vida, não é porque estamos menos religiosos, menos ligados aos ideais e aos princípios elevados, ou menos morais; mas é porque evoluímos e alcançamos uma compreensão diferente. Sentimo-nos seguros de que é essa compreensão mais elevada das coisas necessárias da vida que constrói o caráter e eleva a uma vida reta e a uma divina consonância.

O ser humano é diferente do que ele era há uma centena de anos; ele não é menos religioso e, sim mais religioso; não está menos apegado aos princípios e ideais e, sim, mais apegados a princípios e ideais mais elevados, mais amplos e mais compreensíveis.

A continuação dos ciclos.

Nesses conflitos entre pensamentos e os costumes do passado e os de hoje, há mais do que uma simples diferença de opinião; há mais diferença na evolução continua. Todavia, a evolução não é somente uma questão de grandes ciclos ou de éons de tempo, mas de dias, horas, minutos. Num piscar de olhos nos é dito que muitas coisas maravilhosas podem vir. No decorrer de algumas horas da noite pode sobrevir uma mudança na vida de cada um de nós – por um sonho, uma visão, ou apenas por uma boa noite de repouso.

E verdadeiramente, durante um ano, com seu ciclo de mudanças materiais e os efeitos do processo de desenvolvimento da natureza, cada um de nós pode conhecer modificações de compreensão e de ponto de vista que ampliem nossa perspectiva, nos esclareçam e nos tornem conscientes dos maiores aspectos da vida e da nossa relação com o universo no seu conjunto, em lugar de somente uma pequena parte.

É por isto que eu pleiteio o renascimento do pensamento do caráter na primavera. Pleiteio uma consonância voluntaria e consciente com os processos da natureza e determinada mudança na nossa natureza individual. Elevemo-nos acima do nosso ambiente local e encontremos em nós mesmos uma consonância divina com o universo inteiro, de modo que não percebamos apenas uma parte do lugar ou da condição em que nos ocorra existir.

Esta é a minha idéia nesses dias de primavera e é a idéia que eu gostaria que você levasse em consideração para as semanas vindouras, até que ela se enraíze em sua consciência e as manifeste em tudo que você pense e tudo que faça.

Com uma mudança de pensamento e um aspecto mais amplo de consciência virá uma ampliação da sua capacidade de viver de modo compreensivo. Você verá que há uma ampliação de toda a sua vida, que você se tornará receptivo aos benefícios do universo, que será mais bem sucedido naquilo que fizer que estará mais esclarecido nas suas aspirações e mais inspirado nas suas concepções. Tal mudança na sua natureza, manifestando-se exteriormente de muitas maneiras, será perceptível e atrairá para você aqueles que sejam como você e repelirá de maneira passiva aqueles que não estiverem de acordo com você.

Logo você vai descobrir, na época do verão, o que foi que o renascimento da primavera lhe trouxe de alegria e de paz profunda! Então, durante o outono e o inverno, você vai gozar a vida como jamais a terá gozado antes. Com as ambições, as antecipações, as introspecções alegres conhecidas somente pelo verdadeiro místico, daquele que passou pela crucificação pessoal e que chegou a ressurreição, você vai alcançar a vinda de outra primavera.

Autor: H. Spencer Lewis

A dádiva de aprender a meditar é o maior presente que você pode se dar nesta vida.

Sogyal Rinpoche

Deus tem estado conosco o tempo todo, falando conosco, mas a voz silenciosa Dele foi abafada pelo ruído de nossos pensamentos.

Paramahansa Yogananda, "No Santuário da Alma"

Antes de iniciar um importante empreendimento, sente-se quietamente, acalme seus sentidos e pensamentos e medite profundamente. Você então será guiado pela grande força criativa do Espírito.

Paramahansa Yogananda, "A Lei do Sucesso"

"Há três métodos para se ganhar Sabedoria: primeiro, por Reflexão, que é o mais Nobre; segundo, por Imitação, que é o mais fácil; e terceiro, por experiência, que é o mais amargo."

Confúcio

"Nós queríamos que vocês soubessem que existe uma maneira de encontrar o que todos procuram: a FELICIDADE. A maneira é primeiro cultivar a sua Mente e depois, quando ela estiver realmente preparada, fazer com que ela se manifeste."

Dr. Celso Charuri

"A explicação para tudo encontra-se em você mesmo. Na verdade, nunca ninguém aprendeu nada de ninguém; cada um tem que aprender por si mesmo. O mestre oferece apenas sugestões que estimulam nosso mestre interior a se esforçar para entender as coisas."

Swami Vivekananda

"Aquele é Perfeito, Este é Perfeito. Este Perfeito fora projetado daquele Perfeito. Quando este Perfeito imergir naquele Perfeito, tudo o que permanecerá será Perfeito. Om Paz, Paz, Paz".

Invocação dos Upanishads

"A harmonia se consegue através da virtude".

Frase de Platão

Autocontrole

“Qualquer discórdia com alguém deve ser superada através de uma mudança na minha atitude. Meu papel é inspirar. Nunca questionar, confrontar, criticar ou mesmo comentar. Nunca tentar controlar. Preciso ter controle sobre minhas ações, não sobre as ações dos outros. Tenho que ser muito cauteloso com minhas palavras. O que eu digo pode provocar grande impacto e obscurecer a percepção do outro. Por isso preciso aprender a mudar as respostas. Aprender a ser mais leve e despreocupado.”

Mohini Panjabi

Introversão

“Pratique ser introvertido. Nesse estado, deixe que a mente demore-se sobre suas próprias qualidades. Automaticamente você começará a ver qualidades nos outros também. Use os órgãos do sentido, olhando para fora, mas com o olho interno, veja o eu a cada momento. A introversão faz emergir sua beleza interior. Mesmo se houver alguma manchinha, limpe-a e torne tudo bonito. Assim você será capaz de ver sua imagem real e permanecerá jovial.”

Mohini Panjabi

Poder de Ajustar-se

Aquele que tem o poder de ajustar-se:
(1) considera todos;
(2) percebe que é mais importante conseguir naturalmente os objetivos do que através da força;
(3) fica conectado com a fonte de energia que absorverá toda a negatividade;
(4) empenha-se com paciência;
(5) vai para as profundezas de si quando a superfície está agitada;
(6) não tem medo da jornada interior.

Bibliografia:
Alma Cheia de Luz
Church, Anthea
Editora Gente
2000

Virtudes

“Os vícios não são nada, mas sim, a ausência de virtudes. Luxúria é a ausência de pureza. Raiva é a ausência de serenidade. Ganância é a ausência de contentamento. Apego é a ausência de amor. Ego e arrogância é a ausência de humildade. Escuridão é a ausência de luz. Todos os seres humanos têm sete qualidades originais: paz, amor, pureza, felicidade, alegria supra-sensorial, conhecimento e poder. Quando estamos cientes de nossas qualidades originais, não somos influenciados pelas negatividades.”

BK Atam Prakash

Harmonia

...
É essencial viver em harmonia não somente com a família, como também com todas as pessoas com quem nos relacionamos, evitando ao máximo os conflitos. Para poder conviver com harmonia com os outros, é preciso procurar ver sempre as qualidades deles. Todos têm qualidade e defeitos. Se repararmos somente nos defeitos dos outros, serão inevitáveis os aborrecimentos e os conflitos, mas se repararmos nas qualidades, com certeza nos sentiremos gratos a eles.
...

Bibliografia:
Revista Hikari no Izumi (Fonte de Luz)
Seicho-No-Ie
04/74
Pag. 3

Função Útil


...
A razão de existência é o exercício da função útil, no ponto que o meio precisa. Aí se plenificará. Ao reconhecer-se útil, você está no encadeamento lógico das coisas. Portanto está com Deus.
...

Dr. Celso Charuri

Bibliografia:
Como Vai a Sua Mente ?
Charuri, Dr. Celso
PC Editorial Ltda
São Paulo
1999

"Sábio é aquele que, ao ouvir o conhecimento espiritual, tem a coragem de colocá-lo em prática - diária e perseverantemente. Conhecimento se transforma em sabedoria quando há o compromisso de aprender. Aprender significa mudar. O conhecimento pode simplesmente permanecer como um entretenimento para a mente. Ele pode agradar nossos ouvidos ou nos deixar maravilhados com as inteligentes acrobacias com as palavras. Quando isso é tudo que existe, há uma grande pobreza de espírito. Por si só expressa ambos, falta de direção e falta de contentamento. Para que o conhecimento seja mais do que simples informação estocada, nós precisamos usá-lo para mudar. Sem mudança não há benefício."

Bibliografia :
O Ponto Alfa - Um Relance de Deus
Strano, Anthony
Organização Brahma Kumaris
São Paulo
1999
Páginas 37 e 38

Ao Atingirmos um Objetivo

Ao atingirmos um objetivo, sempre queremos atingir outro, e assim é o processo Vida. Nela, ou você atinge o alvo final, ou você começa outro processo. A Vida é o conjunto de processos, experiências, para se atingir os alvos.

Você aprende até o último instante. Cada vez que você aprende, você cria ilusão para aprender mais. Nunca se pára de aprender. Com isso você ganha amor à Vida.

Se isto é uma verdade para você, você não pode parar. A felicidade está em cada alvo que você alcança e nos processos que você percorre para alcançar o alvo. Para haver felicidade, é preciso ter objetivo. Se você não tem objetivo, você se queixa e se degenera. Cai na futilidade.

(...) O mecanismo filosófico do progresso são os objetivos em processos consecutivos. Quando você começar a se deprimir, arranje um objetivo. De repente, você esbarrará com o grande Objetivo. Ingressará em um mundo novo!

Dr. Celso Charuri
18/07/79

Bibliografia:
Como Vai a Sua Mente ?
Charuri, Dr. Celso
PC Editorial Ltda
São Paulo
1999
Pag. 99

Desejando estabelecer equanimidade (igualdade de ânimo tanto na desgraça quanto na prosperidade; serenidade de espírito; imparcialidade) em sua família e torná-la una, precisa primeiro cultivar a si mesmo.

Confúcio

"Enquanto vires apenas as diferenças teu conhecimento não valerá uma rúpia.
Só começaras a aprender quando começares a ver as semelhanças"

Ditado Árabe

Palavras de Francis Bacon, célebre Rosacruz do século XVII

"O maior de todos os erros consiste em se equivocar com relação à verdadeira finalidade do Conhecimento, pois alguns são levados a ele apenas por uma curiosidade natural e por um temperamento sedento de saber; outros para entreter sua mente com a variedade e um certo prazer; outros para ostentação e para serem reconhecidos; outros ainda para competir e obter vitórias; muitos para conseguir lucros ou para ganhar a vida, e poucos apenas para se servir do dom divino da razão em benefício da humanidade."
Bibliografia:
Revista : O Rosacruz - Número 256
2o Trimestre 2006
Publicação trimestral da Ordem Rosacruz, Amorc
Parte do Artigo : "Quem são realmente os Rosacruzes ?" de Peter Bindon, F.R.C.
Pág. 52 e 53

A Sabedoria consiste em ordenar bem a nossa própria alma

A Sabedoria consiste em ordenar bem a nossa própria alma, disse Platão.

O Homem se plenifica quando entende o que diz como Dever. Pode ser que amanheça um novo dia para cada um. A Eterna Presença no Homem. Ser em comunhão é Coragem. O estado de merecimento ao Criador dá Liberdade e leva ao estado de Paz.

A razão de existência é o exercício da função útil, no ponto que o meio precisa. Aí se plenificará. Ao reconhecer-se útil, você está no encadeamento lógico das coisas. Portanto, está com Deus. Terá que se tornar solitário nesta vida e aí terá o reino completo. É bom que o discípulo seja vácuo, porque aí o Mestre poderá plenificá-lo.

Quando se quebra a casca da personalidade comum e o ser entra em contato consigo mesmo, deixam de afetar a dor e os prazeres mundanos. Ele já se encontra num estado de consciência, participante da totalidade universal. É como a Lua imaculada no céu eterno!

Em delícias eternas vive a alma que em si mesma encontra a fonte da felicidade. A luz interna é conscientizada. A centelha se transforma em luz resplandecente. A luz se torna chama. E esta, finalmente, se torna um Sol. Aí nasce a Vida, o Ser plenificado. O estado de reconhecimento do Criador. O Sol da retidão. A Eterna Presença no Ser.

23/07/80
Dr. Celso Charuri

Bibliografia :
Como Vai a Sua Mente ?
Charuri, Dr. Celso
PC Editorial Ltda
São Paulo
1999
Pág. 12 e 13

Hinduísmo

Hinduísmo é o nome que se dá em Ocidente a um complexo conjunto de crenças e preceitos filosóficos védicos denominado SANATAN DHARMA, que significa, literalmente, religião eterna. Esta religião não tem fundador nem um cânone uniforme. Acredita-se que ela exista há mais de 6.000 anos. Nela se distinguem numerosas tradições locais de culto e credo. Os rituais são praticados pelos sacerdotes (brâmanes) mas também podem ser realizados domesticamente, no altar de cada família.

Principais ensinamentos :

O hinduísmo prega que toda forma de vida é, na verdade, uma manifestação ou expressão de Brahman (Divino Absoluto). O objetivo principal é conhecer essa divindade essencial inerente à natureza. O ser humano vive sob a lei da causa e efeito de suas ações (karma) e está sujeito à reencarnação, como resultado de suas ações. Praticam-se rituais de adoração aos diferentes deuses, que são na verdade apenas formas de manifestação do Divino Absoluto (Brahman). O homem também é considerado divino na sua essência (Atman) e o objetivo da vida seria desvendar esta dimensão transcendente, ou seja, atingir a Liberação (Moksha). Até alcançar Moksha, outros objetivos intermediários são colocados como formas de purificação e de crescimento interior para o ser humano.

Principais livros sagrados:

VEDAS - Os quatro textos que compõem as escrituras hindus: Rig Veda, Sama Veda, Yajur Veda e Atharva Veda. São, essencialmente, uma literatura de cânticos, rituais e recitações, com o objetivo de vitalizar e espiritualizar todas as fases da vida e da atividade do homem. Entre os imensos textos da índia, os Vedas (da raiz sânscrita vid, "saber") são os únicos escritos aos quais não se atribui autor. O Rig Veda atribui uma origem celestial aos hinos e nos diz que vieram de "tempos remotos", revestidos de nova linguagem. Divinamente revelados aos rishis, "videntes", antigos sábios da Índia, era após era, diz-se que os Vedas possuem nityatva, "finalidade intemporal". Encontramos nos Vedas, as duas grandes epopéias de importância ímpar na vida espiritual do hindu: Ramayana e Mahabharata. Neste último encontra-se o Bhagavad Gita, que pela profundidade, é tratado como uma escritura à parte.

BHAGAVAD GITA - "Cântico do Senhor". Antiga escritura indiana que consiste de dezoito capítulos da epopéia Mahabharata. Apresentado sob a forma de um diálogo entre o Senhor Krishna, um avatar, e seu discípulo Arjuna, na véspera da histórica batalha de Kurukshetra, o Gita é um profundo tratado da ciência da ioga (união com Deus) e uma receita intemporal de felicidade e êxito na vida cotidiana. Além de histórico, o Gita é também uma alegoria, um tratado espiritual sobre a batalha interna entre as boas e as más tendências do homem. Dependendo do contexto, Krishna simboliza o guru, a alma ou Deus; Arjuna representa o devoto aspirante. Mahatma Gandhi escreveu a respeito dessa escritura universal: "Aqueles que meditarem no Gita, dele derivarão uma alegria renovada e novos significados a cada dia. Não há uma única complicação espiritual que o Gita não possa deslindar."

UPANISHAD - A última parte dos Vedas, chamada Upanishad, constitui o saber filosófico e metafísico do hinduísmo.

Extraído de http://www.omnisciencia.com.br

"Quando compreendo que todos estamos aqui desempenhando nossos respectivos papéis e que cada um tem o direito de ser como é, sou capaz de tolerar o comportamento de qualquer pessoa, por mais provocativo que seja. Se alguém está errando e não está fazendo nada para mudar essa atitude, só posso ter misericórdia. Se ele está se empenhando em mudar o erro, só posso ter respeito. Tolerância é o amor que oscila entre misericórdia e respeito."

Bibliografia :
A paz começa com você
O'Donnell, Ken
Editora Gente
1994

“Ser benevolente é reconhecer o direito à diferença de cada um, sem forçar ninguém a mudar a sua forma de comportamento. A maravilha está em saber criar harmonia dentro da diferença. Este é o verdadeiro método de tornar nossos amigos aqueles que nos causam conflitos. Quanto melhor somos para os outros, melhor somos para nós mesmos.”

António Sequeira

O Poder de discernir

A meditação me brinda com o olho do discernimento - a habilidade de distinguir entre o verdadeiro e o falso. O caminho para isso consiste na busca de uma consciência que ultrapassa todas as demandas e competições pelo que é ou não verdade: ideologias e opiniões, ensaios e análises, histórias e justificações. Tantos detalhes podem nos confundir.

A imagem cabal do discernimento está no joalheiro que, recorrendo à velha lupa, separa os diamantes verdadeiros dos falsos. A meditação abre minha terceira visão, o olho da pura consciência. Quando vejo o mundo através desse olho, a verdade não é apenas idéia intelectual, mas uma experiência do coração. Quando penso e ajo de maneira a manter e aprofundar essa experiência, sei que estou no rumo certo.

Bibliografia :
O Poder de Cura de Deus - Como a Meditação pode ajudar a transformar sua vida
Jayanti, B.K.
Religare
São Paulo
2004
Pág. 180

Paramahansa Yogananda

Paramahansa Yogananda nasceu em Gorakhpur, na Índia, no dia 5 de janeiro de 1893. Esse incomparável mestre teve uma infância notável, que indicou claramente que sua vida estava marcada por um destino divino. Sua mãe reconheceu isto e encorajou seus ideais nobres, assim como suas aspirações espirituais. Quando tinha apenas onze anos de idade, a perda de sua mãe, que ele amava acima de tudo neste mundo, tornou resoluta sua inerente determinação de encontrar Deus e de receber do próprio Criador, o amor divino desejado por cada coração humano.

Paramahansa Yogananda logo tornou-se discípulo de um dos gurus da linhagem de mestres de realização divina com quem tinha tido ligação desde seu nascimento, Swami Sri Yukteswar, que havia sido discípulo de Lahiri Mahasaya, mestre de seus pais. Quando Paramahansa era ainda criança nos braços de sua mãe, Lahiri Mahasaya abençoou-o e previu: "Mãezinha, teu filho será um grande iogue. Assim como uma locomotiva espiritual, ele levará muitas almas ao reino de Deus". Quando, em 1920, Paramahansa Yogananda foi julgado pronto para começar sua missão mundial de disseminar a Ioga, a ciência libertadora da alma, Mahavatar Babaji, mestre de Lahiri Mahasaya, lhe disse sobre a sua responsabilidade sagrada: "Você é aquele que escolhi para espalhar a mensagem da Kriya Yoga no Ocidente. Kriya Yoga, a técnica científica de realização divina, se espalhará enfim em todas as terras e contribuirá para a harmonização das nações através da percepção pessoal e transcendental do Pai Infinito, pelo homem”.
...
Os esforços vitalícios do grande mestre para despertar as pessoas para a única Verdade fundamental que une todas as religiões e toda a vida, assim como sua contribuição singular em promover o processo de maior harmonia e entendimento entre o Oriente e o Ocidente, foram reconhecidos formalmente pelo Governo da Índia, no dia 7 de março de 1977, 25° aniversário de sua morte. Nesse dia, a Índia emitiu um selo comemorativo em sua homenagem, rendendo tributo a esse mestre, com estas palavras: "O ideal do amor por Deus e do serviço à humanidade encontrou expressão plena na vida de Paramahansa Yogananda... Embora tenha passado a maior parte de sua vida fora da Índia, ele tem seu lugar entre nossos grandes santos. Sua obra continua crescendo e brilhando sempre mais gloriosamente, atraindo pessoas de todo o mundo no caminho em direção ao Espírito”.

Extraído de http://www.omnisciencia.com.br

DEUS FALOU
H. Spencer Lewis, F.R.C.

Em nossa louca ambição de conquistar o êxito e alcançar benefícios materiais, esquecemos as coisas essenciais. Esquecemo-nos das palavras simples de Deus e a maneira com que O adoramos torna-se tão confusa, tão complexa, que Deus se torna um estranho em nosso coração e consciência.

Não obstante, Deus está tão próximo, tão perto de nós, que podemos ouvir a Voz Divina, sentir a Divina Presença e compreender a Mente Divina a cada hora do dia. Se o leitor tiver oportunidade, passeie despreocupadamente por um campo verdejante, com o céu azul em cima e o vento a brincar em sua face. Colha uma flor e observe cuidadosamente a harmonia da sua forma, a graça de seu desenho, a simetria de seu cálice, a regularidade de suas pétalas, a simplicidade de sua anatomia. Se o leitor conseguir esquecer, por uma fração de segundo, seu ego e sua individualidade nessa meditação com a flor, vai perceber que...Deus falou! Através da flor Deus revelará em clara linguagem a infinita sabedoria de Sua mente, a superioridade de Seus métodos e leis.

Essa experiência simples comprova que Deus espera e espera até que possa falar conosco, e se não Lhe dermos oportunidade nesta vida chegará um tempo em que, por meio de dores, tristezas e lições do passado, nossa alma sentirá, nosso coração compreenderá, nossa mente ouvirá, e saberemos que Deus finalmente falou, como só Deus pode falar.

Este artigo foi desenvolvido pela Ordem Rosacruz AMORC para ser usado na divulgação da Filosofia Rosacruz.
Extraído de http://www.amorc.org.br

Saber sem praticar é como ter um tesouro enterrado que para nada serve, nem para ninguém.
Para chegar à unidade, deve o aspirante praticar o que praticaram todos os profetas e mestres :

a) No físico, ter um corpo são.
b) No anímico, ter aspiração pura.
c) No mental ter concentração perfeita.
Essas três condições relacionam-se umas com as outras.
Não há corpo são se o homem não tem aspiração nem pensamentos são.

Muitos são os meios de conservar a saúde ou recuperá-la em caso de enfermidade.
Vários também são os meios de obter aspiração pura e perfeito pensamento.
Podemos, todavia, reduzí-los a uma frase : obter equilíbrio físico, moral e espiritual.

Bibliografia :
As Chaves do Reino Interno
Adoum, Dr. Jorge
Editora Pensamento
São Paulo
Pág. 186

A VISÃO MÍSTICA DA VIDA
Fred Flanagan, F.R.C.

Geralmente o intelecto, ou mente racional, é considerado o mais elevado nível de consciência humana. Porém, misticamente considera-se que há níveis muito superiores ao intelecto, que é limitado em sua função.

O modo místico de solucionar os problemas da vida consiste em empregar a mente racional até o seu limite e, em seguida, transferir o assunto para o Eu Interior. Este, misticamente falando, é a essência do homem.

O Eu Interior manifesta-se no mundo material por meio do organismo humano. Ele é o Ser real do homem, integrando o aspecto divino da existência humana. Nesse sentido, os aspectos físico e espiritual constituem duas realidades operando em harmoniosa correspondência.

Na vida cotidiana todas as pessoas revelam a sua personalidade individual. Porém, esta personalidade não é a imagem perfeita da alma justamente porque se manifesta por meio da consciência objetiva. A tarefa do Eu Interior é levar esta consciência objetiva a ser um reflexo do Ser Interior.

A “voz” do Eu Interior, que pode ser muito forte, mas pode também ser muito sutil, é, por vezes, dificilmente “ouvida” por certas pessoas, que ficam privadas de sua valiosa orientação e sabedoria. Aprender a ouvir o Eu Interior é uma das práticas a que os místicos de todas as épocas sempre se dedicaram.

Este artigo foi desenvolvido pela Ordem Rosacruz AMORC para ser usado na divulgação da Filosofia Rosacruz.
Extraído de http://www.amorc.org.br

A ILUMINAÇÃO
Chris Buchanam, FRC

A Iluminação é um estado de consciência designado de diferentes modos conforme a Tradição. No Budismo fala-se em Nirvana; no Judaísmo em Estado da Aliança; o Cristianismo fala da Consciência Crística e o Islamismo chama de Estado de Glória a consciência iluminada.

Independente dos fundadores das religiões existem Iniciados que alcançaram ou se aproximaram desse estado em um dado momento de sua evolução. A maioria deles estava ligada a uma senda mística tradicional, como a Ordem Rosacruz. Cita-se, entre eles, Akhenaton, Platão, Avicena, Plotino, Râmanuja, Eckhart, Jacob Boehme, Saint Martin entre outros.

Qualquer que seja a terminologia empregada, o estado de Perfeição resulta da fusão entre a autoconsciência e a Consciência Cósmica. Quando um místico realiza essa fusão, sua alma identifica-se totalmente com a Alma Universal e recebe um influxo definitivo de Sua Sabedoria. A partir daí, seus pensamentos, palavras e ações conformam-se às Leis Divinas e refletem perfeitamente a Onisciência de Deus.

Este artigo foi desenvolvido pela Ordem Rosacruz AMORC para ser usado na divulgação da Filosofia Rosacruz.
Extraído de http://www.amorc.org.br

Ensina o Mahábhárata : "Deve-se perdoar qualquer ofensa. A continuação das espécies tornou-se possível graças à capacidade humana de perdoar. O perdão é santidade; pelo perdão, o universo se mantém coeso. O perdão é a força dos fortes; o perdão é sacrifício; o perdão é a tranquilidade da mente. Perdão e doçura são qualidades de quem é o senhor de si mesmo. Representam a virtude imperecível".

Bibliografia:
Autobiografia de um Iogue
Yogananda, Paramahansa
São Paulo
1981
Summus Editorial
Pág. 408

O sinal de ter amor verdadeiro é que quanto mais você ama, mais desapegado você se torna.

Brahma Kumaris

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Portanto, podemos dizer filosoficamente que o Amor é o grande incentivo, o grande poder, a maior energia inspiradora do mundo; e uma vez que o Amor deve ter ideais como seus elementos de expressão, o Amor é essencialmente bom. Dessa forma podemos filosofar: O Amor é o Bem, o Bem é Deus, Deus é Amor, Amor é Deus; ou ... Deus é Amor, Deus é a Fonte de todo Bem, logo o Amor é a fonte de toda bondade, o maior poder em todo o universo.
...
Bibliografia:
Revista : O Rosacruz - Número 209
Jul/Ago/Set - 1994
Publicação trimestral da Ordem Rosacruz, Amorc
Parte do Artigo : O Amor Sua Natureza e Realização
de H. Spencer Lewis, F.R.C.
Extraído da revista "The American Rosae Crucis", outubro/1916

NÃO pretenda que todos pensem como você.
Cada pessoa está num grau diferente de evolução, num degrau diverso da grande subida.
Ninguém possui a verdade total, porque a Verdade Absoluta e total é Deus, o Infinito.
Nenhum ser finito pode conter o infinito.
Busque a Verdade para si mesmo, mas não obrigue ninguém a pensar como você, tanto quanto não gosta que os outros lhe controlem o pensamento.

Bibliografia:
Minutos de Sabedoria
Pastorino, C. Torres
18a Edição
Vozes
Novembro de 1982
Petrópolis
Pág. 223

Raja Yoga e os Filósofos

O Propósito da Raja Yoga é eliminar toda obstrução mental, fortalecendo a vontade e avigorando o poder da concentração para conduzir o aspirante à verdade, pelo caminho da perfeição ...
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Raja significa Rei. Diz-se assim porque, pela vontade e concentração o homem torna-se Rei do Universo e pode, sem dificuldade, dominar a natureza física para abrir passagem até a União com a Verdade.

Pitagoras, Platão, Plotino, os gnósticos e os místicos cristãos praticaram esse método. Espinosa, Kant, Schopenhauer, Emerson, etc. dizem ser objetivo desse método esquadrinhar o mistério da alma humana e incitá-la à atualização das faculdades latentes na intimidade de todo ser humano.

Quem domina completamente sua mente poderá reger todos os fenômenos da natureza.

A Mente Divina é o soberano poder do Universo e quando a Mente Humana se une com a mente do Intimo Deus, terá poderes divinos; de modo que a concentração em um objeto visível descobre a verdadeira natureza de objeto em si mesmo, no Invisível. Quem se pode subtrair de todo do mundo externo e concentrar-se no EU SOU descobre, ou melhor, sente-se idêntico à Única Realidade.

Bibliografia :
As Chaves do Reino Interno
Adoum, Jorge (Mago Jefa)
Editora Pensamento
São Paulo
Pág. 109 e 110

As Verdades Eternas são reveladas pela meditação espiritual, e tornam todos os homens que as recebem os Magos de sua época.

Sir Edward Kelly (Rosacruz)

"Como vê, a Vida é inteligente. A Vida é toda-poderosa. E a Vida está sempre em toda a parte, procurando manifestar-se. Além do mais, ela nunca fica satisfeita. Está sempre procurando uma maior e mais plena expressão. No momento em que uma árvore pára de crescer, nesse momento a vida dela começa a procurar, em outra parte, meios para melhor se manifestar. No instante em que você pára de expressar cada vez mais a Vida, nesse momento a Vida começa a procurar por aí outros e melhores meios de dar vazão a si própria."

A Lei do Potencial Superior - Robert Collier

"A sabedoria conduz o homem por graus insensíveis, a fim de não assustá-lo com a imensidão da tarefa que ele deve cumprir. Ela começa também dizendo ao homem que ele deve servir de órgão e canal para toda a Divindade ... "

Louis-Claude de Saint-Martin

Como elevar suas vibrações

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O estudante rosacruz inicialmente fica intrigado com a frase "elevar nossa vibração". Naturalmente, não podemos entrar em detalhes neste artigo, mas há muitos anos foi editado um artigo no Rosicrucian Digest de autoria do Frater Gamui, mestre oriental, que auxilia muito a responder esta pergunta.

Resumidamente, é isto que o venerável Gamui sugeria aos nossos estudantes para elevar suas vibrações. Ele dizia que devemos primeiro cuidar de nossa alimentação levando em conta a nossa saúde e necessidades metabólicas do corpo físico. Ele enfatiza a palavra moderação. Exercícios físicos adequados para todas as partes do corpo estava em segundo lugar de importância; respiração adequada é o terceiro ponto essencial; pensamentos saudáveis, o quarto ponto essencial. O quinto e último ponto era a comunicação e harmonização com o Cósmico.
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Texto extraído da Revista : O ROSACRUZ, No 235, 1o Trimestre de 2001 - http://www.amorc.org.br

Tábua de Esmeralda - Hermes Trismegisto

"É verdadeiro, completo, claro e certo. O que está embaixo é como o que está em cima e o que está em cima é igual ao que está embaixo, para realizar os milagres de uma única coisa.

Ao mesmo tempo, as coisas foram e vieram do Um, desse modo as coisas nasceram dessa coisa única por adoção.

O Sol é o pai, a Lua a mãe, o vento o embalou em seu ventre, a Terra é sua ama; o Telesma do mundo está aui.

Seu poder não tem limites na Terra.

Separarás a Terra do Fogo, o sutil do espesso, docemente com grande indústria.

Sobe da Terra para o céu e desce novamente à Terra e recolhe a força das coisas superiores e inferiores. Desse modo obterás a glória do mundo e as trevas se afastarão.

É a força de toda força, pois vencerá a coisa sutil e penetrará na coisa espessa.

Assim o mundo foi criado."

Esta é a fonte das admiráveis adaptações aqui indicadas. Por esta razão fui chamado de Hermes Trismegisto, pois possuo as três partes da filosofia universal.

O que eu disse da Obra Solar é completo.

Bibliografia :
Corpus Hermeticum - Discurso de Iniciação - A Tábua de Esmeralda
Trismegisto, Hermes
Hemus Editora
5o Edição
Pág. 126

"Enquanto Tudo está n´O TODO, é também verdade que O TODO está em Tudo.

Aquele que compreende realmente esta verdade alcançou o grande conhecimento."

O Caibalion

O homem que compreende princípios, pode escolher seus próprios métodos com sucesso. O homem que tenta métodos, ignorando princípios, certamente terá problemas.

Ralph Waldo Emerson (1803-1882)

Luz Interior - "A busca do Centro Cósmico"

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Toda a nossa busca caminha ora para planícies lisas e ensolaradas, ora por ingremes e difíceis montanhas. Temos de passar por provas, derrotas, combates, triunfos e fracassos. "A busca do Centro Cósmico tem também como finalidade tornar a pessoa inteira e equilibrada". A direção para a qual a vida nos convida é o alcançamento da inteireza. Somos uma unidade. O corpo, o pensamento, os sentimentos e a intuição deverão tornar-se um único canal harmônico através do qual o EU Supremo pode se expressar sem barreiras.

Existem quatro funções distintas na psique humana. O pensar, o sentir, o querer e o intuir. Esses elementos precisam estar ativos em seus níveis mais elevados e, ao mesmo tempo, conservar-se de forma equilibrada em suas atividades.

Todo o caminho da busca será um longo percurso no sentido de desenvolver e equilibrar as três faculdades mais usadas e, em seguida projetar sobre elas a luz da intuição. Se o intelecto agir sem a orientação da intuição e da emoção ele se encaminhará para a insensatez. Se a emoção ignorar a razão e for insensível à intuição será transtornada e neurótica. Se os ensinamentos místicos forem levados apenas ao intelecto ou apenas às emoções e não a vontade, serão estéreis.
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Texto extraído da Revista : O ROSACRUZ, No 252, 2o Trimestre de 2005 - http://www.amorc.org.br

Pitágoras

Pitágoras foi um filósofo nascido em 540a.C., na ilha de Samos, que passou a maior parte de sua vida em Crotona. Quando jovem viajou muito, esteve no Egito onde recebeu ensinamentos dos sacerdotes. Foi ao Oriente onde conheceu magos da Pérsia e da Caldéia e brâmanes na Índia. Fixou-se em Crotona, que era conhecida pela licenciosidade e luxo de seus habitantes, reunindo ali inúmeros discípulos e transformando em pouco tempo o ambiente fazendo predominar a sobriedade e a temperança. Os seus seiscentos discípulos ajudaram a formar uma sociedade destinada a ajudar uns aos outros na procura da sabedoria e que começava com a transformação de seus bens em propriedades de benefício comum, pois os pitagóricos tinham que mostrar pureza e simplicidade de costumes.

A primeira lição que aprendiam era o “silêncio”. Durante longo tempo tinham que se limitar a ouvir, tendo que aceitar como suficiente a palavra de Pitágoras que declarava: -Somente os discípulos mais adiantados, depois de anos de paciência, têm licença para fazer perguntas e apresentar objeções.

Pitágoras considerava os números como sendo a essência de todas as coisas, eles eram os elementos com os quais se construira o universo.
...
Considerava a “Mônada”, ou “unidade”, como sendo a fonte de todos os números.
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Texto extraído do artigo : Pítagoras, do Site : www.saintgermain.org.br

Heráclito diz ainda: "Tudo fazemos e dizemos segundo a participação do entendimento divino(logos). Por isso devemos seguir apenas a este entendimento universal. Muitos, porém, vivem como se tivessem um entendimento próprio; o entendimento, porém, não é outra coisa que a interpretação (o tomar-consciência, a exposição, a convicção) dos modos de ordenação(organização) do todo. Por isso, na medida em que tomamos parte no saber dele, estamos na verdade; mas, na medida em que temos coisas particulares(próprias), estamos na ilusão".

Bibliografia:
Os Prê-Socráticos - Vida e Obra
Editora Nova Cultural
São Paulo
1999
Pág. 115

Luz Interior

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Os holofotes da nossa sociedade ocidental enfatizam o brilho externo periférico do poder, da ganância, do dinheiro, da competição, das formalidades sociais e muitas das nossas casas estão escuras. E estão na escuridão pelo fato de ao seguirmos exageradamente as luzes externas perdermos contato com nossa LUZ INTERIOR.

A dualidade do mundo em crise escancarou-nos algumas contradições. Vivemos uma situação de turbulência e mudanças. E se não conectarmos aquele ponto que cada um possui no âmago do seu ser, o EU INTERIOR, no final da jornada estaremos estressados, desanimados e de mãos vazias. Todo o caminho rosacruz está centrado nesta busca interna, de conexão com a fonte espiritual capaz de nos tornar competenets na síntese com o mundo material que nos cerca.

O Estudante rosacruz já aprendeu que a espiritualidade é um ajustamento à sua consciência divina. Cada um de nós é a expressão da natureza divina na terra. Manifestar a nossa divindade é o grande escopo.

Quando somos banhados pela luz de Deus, do Deus dos nossos corações, nossa visão do mundo material se amplia e temos noção da grandeza universal e nos fortalecemos diante das várias contradições humanas, fonte de dor e sofrimento nas nossas vidas.

O aprimoramento de nossos caminhos e a visão espiritual das causas das tribulações e problemas que nos rodeiam vêm deste aspecto divino incrustado definitiva e incomensuravelmente em nós. O crescimento espiritual é o unico capaz de nos restituir a visão já que somos continuamente cegados pela ofuscante luz externa de um mundo que se debate na tentativa de resolver tudo a partir de uma visão circunscrita apenas ao desenvolvimento técnico e tecnológico.
...
Através do desenvolvimento da intuição e de seu uso é que expressamos a consciência da luz interior. Somente a intuição nos dá acesso ao nível espiritual da consciência. o EU divino se revela no nosso dia a dia através de sutis percepções ou de pensamentos intuitivos ou quando nossa harmonização psíquica chega a um ponto de favorecer o livre fluxo entre a consciência objetiva e a chama superior. O desenvolvimento da intuição é fator decisivo nas técnicas de harmonização colocadas à disposição do estudante rosacruz.

Impressões e idéias do Eu divino, da luz interior em nossa consciência objetiva aparecem através de treinarmos nossa mente para ouvir a voz do Deus dos nossos corações. A prática da meditação prepara o discípulo, através da postura receptiva, para as inspirações e orientação do Eu Interior.

A meditação é o caminho de comunhão com o Eu real interior que só pode ser tocado pela comunhão. Esse processo desenvolve nossa consciência cósmica e nossas aspirações místicas. A introspecção e a receptividade é que nos fazem merecedores da visita da Sabedoria divina em nosso dia a dia e nas situações de emergência, inspirando e orientando nossas vidas. Quando o discípulo está pronto, o Mestre aparece.

Texto extraído da Revista : O ROSACRUZ, No 252, 2o Trimestre de 2005 - http://www.amorc.org.br

O Poder da Serenidade

Para servir aos homens e a Tao,
Nada melhor do que a serenidade.
Serenidade é agir sem agir,
Atividade pelo próprio Ser,
Serenidade é silenciosa superioridade.
Serenidade é passividade dinâmica,
Que atua de dentro sem agir por fora.
Tao é infinita potência,
Porque é silêncio Criador.
Bibliografia :
Tao Te Ching - O Livro que revela Deus
Lao-Tsé
Editora Martin Claret
Primavera de 2004
Pág. 143

A Ferramenta para Mudar o Mundo Dentro e Fora de Você

Embora o amor seja humanamente expresso e humanamente concentrado, é sem dúvida uma emoção divina. Pelo menos, é a mais divina, a mais infinita de todas as emoções que permeiam a consciência humana.

O amor, em sua plenitude e perfeição, é a suprema dádiva às dignidades essenciais do homem. Foi o amor quem fez do homem animista uma imagem de seu criador e o tornou impar no universo. O amor constitui a ligação eterna, indestrutível, do homem com o Ser Maior.

Nas espécies inferiores do reino animal, percebe-se os sentimentos de adoração, afeição ou estima compreensiva. Estes, todavia, não se assemelham, em essência ou efeito, ao sentimento de amor de que é capaz a consciência humana.

O cão, o cavalo e outros animais de sentimentos domésticos desenvolvidos podem expressar simpatia, estima, lealdade e companheirismo em alto grau. Estas emoções provêm do raciocínio elementar ou dos impulsos finitos.

O amor provém da intuição cósmica, da inspiração infinita, e raramente está em concordância com o raciocínio finito, do qual jamais se deriva.

O amor é criativo. Aumenta como decorrência de sua expressão. Não pode gastar-se nem se consumir. Amor gera amor; ele busca seu próprio poder em todas as partes, e sublima-se em sua devoção.

O amor é reativo. Aperfeiçoa a pessoa do amante à proporção que este sublima o ideal de seu amor. O amor do belo e pelo belo promove maior percepção de tudo que é belo. O amor pela nobreza da vida transforma essa nobreza em sensação. O amor pelos valores espirituais (nas relações humanas e universais) imprime o valor do espírito em nossa compreensão.

Aquele que ama constrói o ser amado com o melhor potencial que existe dentro dele. Antoine de Saint-Exupéri escreveu que o amor é o processo “... pelo qual eu levo delicadamente o ser amado ao encontro de si mesmo...”.

À medida que o ser humano aumenta o amor, aumenta a harmonização com seu interior, seu centro, com seu criador, pois, é sua essência. Às vezes o amor surge espontaneamente, mas é infantil. O desejo superficial leva a uma infelicidade profunda quando insistimos nele. Porém o amor é sempre positivo; jamais neutro. A ausência de amor permite que o ódio, a inveja, o ciúme e o egoísmo venham a se manifestar. O amor não pode ser restringido e ainda ser verdadeiro. A auto-suficiência e a auto-satisfação são concepções pessoais; elas expressam um falso amor, e geram o egoísmo.

O amor pode mostrar-se pela capacidade de sonhar, admirar arte, ouvir música, ou mesmo de ficar em silêncio. Quando em contato como que há de melhor dentro de si mesmo, o ser que ama é capaz de perceber o que há de melhor no ser amado.

Expressemos reconhecimento pela vida, ao conhecimento e pelo próprio amor. Permitamos que o amor ilumine nossa vida e a vida de nosso semelhante. Envolvamo-nos em uma crescente corrente de amor, dissipando as sombras da tristeza e da depressão.

Uma lei universal propiciará a todos os seres a concretização de seus mais acalentados desejos. A lei está em nosso interior. O Amor é a Lei!

Este artigo foi desenvolvido pela Ordem Rosacruz AMORC para ser usado na divulgação da Filosofia Rosacruz.
Extraído de http://www.amorc.org.br/artigo9.htm

"Desenvolvemos a rosa da alma por meio da cruz das existências físicas, até o ponto em que a rosa desabrocha plenamente e seu perfume inunda o universo...

Então é a Iluminação e o serviço consciente no Grande Projeto Universal."

Raymund Lebell, Rosacruz
Publicação da Amorc : Dominio da Vida -> http://www.amorc.org.br/dominio.htm

Filósofo Taoísta

O objetivo a que se propõe o filósofo taoísta é tomar a consciência do DAO por meio de contemplação e situar-se em sintonia com ele pela experiência mística, acomodando-se ao ritmo da própria natureza e do Universo. Desse modo, o filósofo consegue a verdadeira libertação e escapa do mundo ilusório para alcançar a imortalidade. Para isso, deve renunciar à complexidade social, a seus próprios desejos, a seu orgulho ... De acordo com Zhuangzi (Chuang-Tzu), que compreende o curso da constante mutação da natureza e não teme o ciclo da vida e da morte. Assim como ocorre na morte, também em vida o homem deve retornar à pureza e simplicidade originais do DAO.
...
O DAO ou TAO é o conceito fundamental tanto do taoísmo quanto do confucionismo. DAO significa "caminho", termo que, como em outras culturas, designa também um método ou estilo de vida... DAO é o princípio universal, origem e fim de todas as coisas; é a unidade imutável subjacente à pluralidade dos fenômenos, é a síntese dos opostos, do yin e do yang, ou pólos contrários. O DAO existe por si só, não tem forma, mas é perfeito; não é uma coisa, mas se encontra em todas as coisas; dele se pode dizer que "não é", em comparação com as coisas que conhecemos. O DAO é o absoluto, experimentado apenas em êxtase místico.
Bibliografia :
Tao Te Ching - O Livro que revela Deus
Lao-Tsé
Editora Martin Claret
Primavera de 2004
Pág. 189 e 188

Filosofia Yogue, Mente e Ciência da Raja Yoga

A Filosofia Yogue ensina que a mente não é o "Eu", mas que é a coisa pela qual e por meio da qual o "Eu" pensa, ao menos no que concerne ao conhecimento do universo exterior ou fenomenal - isto é, o universo de nome e forma. Há um saber mais alto que está encerrado na parte mais íntima do "Eu" e este saber transcende toda informação que se possa receber do mundo exterior ...

Aqui chamamos a atenção do estudante ao fato de que os yogues e outros ocultistas empregam a palavra "mente" com duas significações, e é necessário que o estudante tenha uma clara concepção delas, para evitar confusão e para que possa perceber com mais clareza os dois aspectos das coisas que a palavra quer exprimir. Em primeiro lugar emprega-se a palavra "mente" como sinônimo de Chitta ou substância mental, que é o princípio mental universal. Desta substância mental, Chitta ou mente, próvem todo o material dos milhões de mentes pessoais. A segunda significação da palavra mente é aquela com que falamos da "mente" de alguém, designando com esta palavra as faculdades mentais daquela pessoa particular - aquilo que distingue a sua personalidade mental da de outrem. Temos vos ensinado que esta "mente" no homem funciona em três planos, tendo designado as respectivas manifestações como : 1a) Mente Instintiva; 2a) Intelecto; 3a) Mente Espiritual ...

A Ciência do Raja Yoga, a que esta série de lições é dedicada, ensina, como seu príncipio básico, o domínio sobre a mente. É de opinião que o primeiro passo para alcançar poder consiste no domínio que o homem tem sobre a sua própria mente. Ela diz que é necessário conquistar primeiro o mundo interno, antes de poder atacar o mundo externo. Ela ensina que o "Eu" se manifesta em vontade, e que esta vontade pode ser empregada para se servir da mente do seu possuidor, guiá-la, governá-la, e dirigi-la, da mesma maneira como o mundo físico.

Raja Yoga tende a limpar a mente de todo o entulho e de todos os obstáculos, conservando-a limpa, clara e sã. Depois vem a dominar esta mente com inteligência e eficácia, preservando de todo desperdício de força e elevando a mente, por meio de concentração, à plena harmonia com a vontade, para servir de foco a esta, aumentando o seu poder e assegurando a sua eficácia.

A concentração e o poder da vontade são os meios pelos quais manejam e dirigem as suas mentes vigorosas e sãs, dominando o mundo exterior e agindo positivamente sobre a energia e a matéria. Este domínio se estende a todos os planos da mente e os yogues não só dominam a mente instintiva, rejeitando-lhe as qualidades inferiores e aproveitando-as em outras partes, como também desenvolvem e alargam o campo do seu intelecto, obtendo dele admiráveis resultados. Os yogues dominam até sobre a mente espiritual, desenvolvem-na e transmitem ao campo da consciência alguns dos maravilhosos segredos que se acham em sua área.

Raja Yoga responde e dá soluções a muitos dos segredos da existência do ser - a muitos dos enigmas do universo. Ela desenvolve e põe em ação as forças latentes que são inerentes à constituição humana.

Bibliografia :
Raja Yoga - Lições sobre o Desenvolvimento Mental
Ramacharaca, Yogue
Editora Pensamento
São Paulo
Pág. 64, 65 e 66

Pensamentos e Ações

A meditação e a vida estão entrelaçadas e não é possível separá-las. De acordo com a qualidade de meus pensamentos, assim serão meus atos, e a qualidade de minhas ações alimenta de volta as idéias.

Ao assimilarmos esse ponto, torna-se claro que a maneira correta de viver é combinar os dois lados no meu tecido vital, e que isso deve ser feito aqui e agora, sem perda de tempo.

Ações executadas segundo uma consciência egoísta, sem amor, conduziram a existências sem significado, causando sentimentos de dor e vazio em muitos corações. Porém, as práticas devocionais ou meditativas, levadas a cabo em isolamento e não refletidas nos atos cotidianos, resultaram em uma espiritualidade cada vez mais divorciada da realidade, incapaz de guiar a vida pelo rumo certo.

Almejo alcançar uma consciência tal que eu possa usufluir a riqueza de uma vida de engajamento e envolvimento com o mundo, mas abastecida com a energia e o poder espiritual que a meditação é capaz de propiciar.

Bibliografia :
O Poder de Cura de Deus - Como a Meditação pode ajudar a transformar sua vida
Jayanti, B.K.
Religare
São Paulo
2004
Pág. 11

Sócrates e a dialógica

Com Sócrates surge uma nova consciência no modo de pensar e enfocar a filosofia. Ele criou um método inovador de investigação. a dialógica: a valorização da pesquisa através de todos os emaranhados e incertezas da linguagem. Ele acreditava que todos os homens tinham, dentro de si, todo o conhecimento do mundo, uma conceptualização que nos dias de hoje tem pártidarios, inclusive de físicos quânticos. Para Sócrates, através da introspecção e da abstração daquilo que os sentidos forneciam, podia-se, por meio de perguntas certas, chegar-se ao conhecimento.
Bibliografia : Repensando Sócrates : padrões cognitivos do pensamento socrático modelados pelo método da programação neurolinguística
Mazzilli, José Carlos
Ícone Editora
Página : 33

A Persistência para meditar

A meditação Raja Yoga é essencialmente uma comunicação que o praticante faz consigo próprio. Não é algo que se pode forçar, mas a persistência é importante para superar os obstáculos externos e internos que podem começar a se manifestar. Inicialmente é uma exploração do mundo interior, o qual não conhecemos muito bem.

Meditação 3

Sente-se de forma relaxada com a coluna ereta, porém sem forçá-la. Coloque sua atenção ligeiramente na região entre as sobrancelhas. Deixe que os pensamentos fluam normalmente sem qualquer esforço de impedi-los. Simplesmente torne-se um observador do processo que está acontecendo dentro de si. Procure manter o estado de observador durante alguns minutos para familiarizar-se com ser próprio mundo interno. Agora vamos descobrir o que acontece quando voce começa a criar pensamentos de forma consciente. Um exemplo desta seqüência:

Eu sou o ser...Uma minúscula estrela consciente brilhando no centro da testa...Sinto-me o mestre do corpo físico...O controlador de todas as minhas ações...Vejo o mar de experiências, as mais diversas dentro de mim... Sinto que no fundo deste mar existem os tesouros de paz e poder espritual...Mergulho, indo ao fundo para resgatar a experiência de paz e a trago à superfície...

Dirijo minha atenção novamente ao ponto no centro da testa com esta nova tranquilidade...Sinto-me completamente estável na consciência de que sou um ser espiritual e de que minha natureza essencial é a paz...

Como um pequeno sol irradiando luz em todas as direções...irradio a luz da minha paz...Permaneço mais alguns instantes imerso no silêncio do meu estado natural...e volto para minhas atividades.

Bibliografia:
A Última Fronteira - Uma viagem pela consciência humana
O'Donnell, Ken
Editora Gente
8a edição
São Paulo
1990
Pág 53 e 54

Os sábios védicos ensinam: "Mantenha sua atenção no que existe e veja sua plenitude em cada momento. A presença de Deus está em todos os lugares. Você tem apenas de abraça-la conscientemente com sua atenção."

Bibliografia:
Criando Prosperidade
Chopra, Deepak
Editora Best Seller
7a Edição
Pág. 71 e 72

"Voltando a atenção para o seu próprio interior, tornando-se consciente da Consciência, ele refuta o mundo. Deve-se interromper, pelo menos uma vez por dia, as atividades relacionadas com as coisas materiais que impedem de ouvir o que sua intuição tem a lhe dizer. Deve-se concentrar e dirigir todos os pensamentos para esse tema único e supremo. Passar a cultivar deliberada e regularmente esses momentos de quietude é introduzir força e profundidade em sua vida".

"Se ele não conseguir alguns minutos por dia para se deter nessas idéias superiores e nessas sagradas aspirações, sua vida será na verdade um fracasso, por mais bem sucedida que seja segundo outros padrões. Que são todas essas outras coisas comparadas à consciência da presença divina ?"

Paul Brunton

Maestria da vida por uma dignidade silenciosa

Quem de boa vontade carrega o difícil
Supera também o menos difícil.
Quem sempre conserva a quietude
É senhor também da inquietude.
Por isto, o sábio carrega de boa mente
O fardo da sua jornada terrestre.
Nunca se deixa iludir
Por deslumbrantes perspectivas.
Trilha com tranquila dignidade
O seu solitário caminho.
O homem profano, pórem,
Que se derrama pela vida superficial,
Dissolve com sua leviandade
A solidez da sociedade;
Destrói com sua inquietude
A quietude do Reino,
E destrói, também, o seu próprio Reino.
Bibliografia:
Tao Te Ching - O Livro que revela Deus
Lao-Tse
Martin Claret
Pág. 77

Alquimia

Consideremos o indivíduo e o papel que lhe cabe no emprego da alquimia. O significado espiritual de alquimia é, simplesmente, composição do todo (all-composition), termo que pressupõe a existência duma relação entre o todo da criação e as partes que o compõem. Quando devidamente compreendida, a alquimia trata, portanto, do poder consciente de controlar mutações e transmutações no seio da Matéria e da energia, e até dentro da própria vida. Ela é a ciência do místico e o forte do homem auto-realizado que, investingando, descobriu a sua unidade com Deus e está disposto a desempenhar o papel que lhe compete.
Bibliografia:
Estudos sobre a Alquimia - A Ciência da Autotransformação
Saint Germain ditados ao Mensageiro Mark L. Prophet
Summit University
Pág. 4

"O estudo mais nobre de todos é o que nos ensina a desenvolver os princípios e a perfeita virtude que o Céu nos conferiu quando de nosso nascimento, de modo que possamos adquirir o poder de influenciar para o bem aqueles entre os quais vivemos, por nossos preceitos e por nosso exemplo..."

Confúcio

Coerência

Entende-se por coerência, em suas linhas gerais, a união mais ou menos estreita que ser forma entre dois seres, ou os elementos que constituem as partes de uma totalidade. Tem ela origem no verbo haeo, cujo particípio passado dá haesum, de onde vem a palavra herdeiro, que, juntando-se à preposição cum, dá coerência em português, que nos indica a presença unida numa totalidade dos elementos que a constituem.

Deste modo, pode-se falar em coerência física, química, vital, social, etc. Mas, empregamos ainda o termo coerência ao referirmo-nos ao conjunto das idéias expostas, que obedecem a nexos lógicos ou psicológicos, que as entrosam e as formas adequadas umas às outras, tornando umas congruentes com as outras, chamando-se de incoerente todo e qualquer pensamento que se afaste desse nexo.

Bibliografia:
Pitágoras e o tema do número
Santos, Mário Ferreira dos
São Paulo
2000
Ibrasa
Pág. 81

O Verdadeiro Conhecimento baseia-se em tolerância verdadeira. Da tolerância verdadeira vem a compreensão plena, e a verdadeira compreensão dá nascimento à Paz que ilumina e purifica.

Nicholas Roerich

A nossa filosofia deve ser feita à imagem e semelhança do Universo.
O homem reve ser um microcosmo em harmonia com o macrocosmo.
A Verdade é a harmonia entre o nosso pensamento e a Realidade - assim como, por outro lado, a inverdade, ou o erro, é a desarmonia entre o pensamento e a Realidade.

Quando o homem é cosmificado ou universificado, então está ele na Verdade; do contrário, está no erro.

E que outro objetivo poderia ter a Filosofia, senão o de atingir a Verdade ? De pensar de acordo com o Universo ?

A própria palavra UNIVERSO nos convida a basearmos a nossa filosofia na Realidade do Cosmos, que é unidade na diversidade, uno mais verso, UNI-VERSO.

Unidade sem diversidade é monotonia.

Diversidade sem unidade é caos.

Unidade com diversidade é harmonia.

Esta harmonia do Universo era chamado pelos gregos "Kósmos", cuja idéia fundamental é "beleza".

Os romanos chamava o Universo "mundus", que quer dizer "puro".

O Universo é, pois, uma harmonia cheia de beleza e de pureza.

Humberto Rohden

O que é, final, Antroposofia ?

Corresponde Às suas raízes lingüísticas, a palavra ‘Antroposofia’ (do grego anthropós - ‘homem’- e Sophia - ‘sabedoria’) significa ‘sabedoria a respeito do homem’. Elaborada, em seus princípios, pelo filósofo austríaco Rudolf Steiner (1861 - 1925), procura satisfazer a busca de conhecimento do homem moderno a respeito de si mesmo e de suas relações com todo o Universo, respondendo, de forma adequada ao seu nível de consciência, às antigas e recorrentes perguntas do ser humano: - Quem sou eu ? De onde venho ? Aonde vou ? Qual é o sentido de minha existência ?
...
Proporciona ao ser humano um conhecimento da essência superior que permeia e transcende sua corporalidade material, fisicamente perceptível. Suas pesquisas atestam que a expressão física da figura humana constitui apenas um ‘núcleo’denso de uma natureza mais ampla e pluri-organizada, cujo conhecimento abre imensas perspectivas para uma verdadeira compreensão da existência e de suas relações cósmicas. A esse conhecimento superior revela-se, então, a visão de uma realidade não-física que impregna o Universo e a própria entidade humana, acrescentando uma dimensão espiritual aos valiosos conhecimentos acumulados pela ciência.
...

Extraído do Folheto publicado em julho/2005 pela Sociedade Antroposófica no Brasil.

O maior de todos os erros é estar enganado em relação à verdadeira meta do conhecimento, pois poucas pessoas o procuram visando usar o divino dom da razão em prol da humanidade.

Francis Bacon


Em verdade, o Uno não está ausente de nada, e, no entanto, ele está ausente de tudo, de modo que sua presença só está presente para os que são capazes e estão preparados para recebê-la, de modo a poderem coincidir com ele, a poderem estar em contato com ele, a poderem tocá-lo graças à semelhança, isto é, àquela potência que têm em si que tem parentesco com ele, posto que provém d'ele. Só quando estamos no estado em que estávamos quando saímos d'ele podemos contemplá-lo como ele é em sua natureza.

Bibliografia:
Plotino - Tratados das Enéadas
Tradução de Américo Sommerman
Polar Editorial & Comercial
2000
Pág. 128

"O que você sabe não tem valor algum. O valor está no que você faz com o que sabe."

(Provérbio Chinês)

Conhecimento

Quando a alma, depois da evolução pela qual passa, atinge o conhecimento das essências, esse conhecimento das verdades puras a mergulha na maior das felicidades. Depois de haver contemplado essas essências, volta a alma ao seu ponto de partida. E, ao longo da evolução pela qual passou, ela pôde contemplar a Justiça, e a Ciência - não estas que conhecemos, sujeitas às mudanças e que são contingentes aos objetos - mas a Ciência que tem por objeto o Ser dos Seres. Quando assim contemplou as essências, quando saciou a sua sede de conhecimento, a alma mergulha novamente na profundeza do céu e volta ao seu pouso.

Bibliografia:
Fedro - Platão - Texto Integral
Tradução : Alex Marins
Editora Martin Claret
São Paulo
2004
Pág. 84


POSITIO R+C

O Ser Humano evolui através do Tempo, como o faz, aliás, tudo aquilo que participa no seu campo de vida, bem como o próprio Universo. Aí está uma característica de tudo o que existe no mundo manifesto. Mas consideramos que a evolução do Ser Humano não se limita aos aspectos materiais de sua existência, convictos que estamos de que ele tem uma alma, ou seja, uma dimensão espiritual. Conforme pensamos, é ela que dele faz um ser consciente, capaz de refletir sobre a sua origem e o seu destino. Por isso consideramos a evolução da Humanidade como um fim, a Espiritualidade como um meio e o Tempo como um revelador.
...
Quanto à nossa concepção da Espiritualidade, está fundada, por um lado, na convicção de que Deus existe como Inteligência absoluta que criou o Universo e tudo o que ele contém e, por outro lado, na certeza de que o Ser Humano tem uma alma que Dele emana. Melhor ainda, consideramos que Deus Se manifesta em toda a Criação através das leis que o Ser Humano deve estudar, compreender e respeitar, para sua maior felicidade. De fato, consideramos que a Humanidade evolui para a compreensão do Plano divino e está destinada a criar na Terra uma Sociedade ideal. Esse humanismo espiritualista pode parecer utópico, mas unimo-nos a Platão, que declarou em A República: “A Utopia é a forma de Sociedade ideal. Talvez seja impossível de realizar na Terra, mas é nela que um sábio deve depositar todas as suas esperanças”.

Veja o texto completo em http://www.amorc.org.br/manifesto/manifesto.htm

Em uma raramente citada passagem de A República, Platão expõs um conceito de geometria que pode ser considerado completamente egípcio, no sentido das relações entre a geometria e a forma das pirâmides. Sem dúvida, Platão teria aprendido isto em sua condição de grego iniciado no sacerdócio helioplodiano.

É verdade que, primeiramente, Platão menciona o uso prático da geometria para ser traçado um lugar, mas depois aborda sua verdadeira finalidade: "O objeto real de todo estudo é puro conhecimento (...) o conhecimento do que sempre é, não de algo que alguma vez participa do ser e desaparece (...) a geometria é o conhecimento do eternamente existente (...) tende a atrair a alma para a verdade."

Bibliografia:
A Pirâmide Iniciática
Llarch, Joan
Editora Record
4a Edição
1983
Pág. 95

"Só há duas coisas incompreensíveis: uma é o amor perseverante de Deus pelos homens, a despeito da ingratidão deles, a outra é a ingratidão, dos homens, a despeito do amor perseverante de Deus por eles."
Louis Claude de Saint Martin

Bibliografia:
A Cabala e as Empresas
Ayyad, Sandra Regina Rudiger
Madras
2001
Pág. 123

O Idealismo é a afirmação arrojada de verdades divinas para a alma que se interroga na solidão e julga as realidades celestes pelas suas faculdades íntimas e as suas vozes interiores.

A Iniciação é a penetração dessas mesmas verdades pela experiência da alma, pela visão direta do espírito, pela ressurreição interior.

É no seu grau supremo que a alma consegue comunicar com o mundo divino.

Bibliografia:
Os Grandes Iniciados : Platão
Schuré, Édouard
Ediouro
1987
Pág. 31


Assim como os raios do Sol iluminam as escuras nuvens, fazendo-as brilhar como o ouro; assim também a Alma entrando no corpo do céu dá-lhe vida e imortalidade e desperta o que está inerte. E o céu, movido incessantemente pela sábia condução da Alma, torna-se um "afortunado ser vivente" e adquire seu valor pela Alma que o habita.

Bibliografia:
Plotino - Tratados das Enéadas
Tradução de Américo Sommerman
Polar Editorial & Comercial
2000
Pág. 71

"O senhor diz a Arjuna que basicamente não há possibilidade de entender a Verdade Suprema, a Verdade Absoluta, a personalidade suprema de Deus, simplesmente pela especulação, pois a Verdade Suprema é tão grande, que não nos é possível entendê-la ou alcançá-la pelo esforço mental. O homem pode prosseguir especulando por muitos milhões de anos, e se não for devotado, se não é um amante da Verdade Suprema, nunca compreenderá Krishna, ou a Verdade Suprema. Somente pelo serviço devocional a Verdade Suprema Krishna é contentado e pela sua inconcebível energia ele pode revelar-se no coração do devoto puro.
O devoto puro sempre tem Krishna dentro do coração. Portanto, ele é como o sol que dissipa as trevas da ignorância."

BHAGAVAD GITA

"Estamos tão longe de conhecer todos os agentes da natureza e suas diversas maneiras de atuar, que não seria filosófico negar os fenômenos ùnicamente porque são inexplicáveis no estado atual dos nossos conhecimentos. Devemos, pórem, examiná-los com atenção tanto mais escrupulosa quanto mais difícil pareça admiti-los."

Bibliografia: Laplace, Ensaio filosófico sobre as probabilidades.

Harmonização

... a harmonização é uma combinação da multiplicidade, uma acordância do discordante, o que realiza uma nova unidade, especificamente superior.
Bibliografia:
Pitágoras e o tema do número
Santos, Mário Ferreira dos
São Paulo
2000
Ibrasa
Pág. 162

Monismo e Dualismo

A noção de que a realidade é fundamentalmente una como processo, estrutura, substância ou fundamento é chamada monismo. No mundo antigo, o monismo caracterizou a filosofia de Parmênides (século V e VI a.C.). Parmênides ensinou que tudo é ser. O ser preenche todo o espaço e o pensamento. A experiência de mudança e pluraridade só é possível porque existe um ser constante e imutável que torna possível essa experiência. A mudança é perceptível somente aos sentidos. Na realidade existe somente ser; a mudança é ilusória.
...
os filósofos observaram o papel dos opostos no pensamento e na experiência - o afirmativo e o negativo, o bem e o mal, ser e não ser etc. Quando essas polaridades de pensamento e experiência foram atribuídas à realidade ou foram incorporadas a explicação da realidade, surgiu o dualismo.
...
Platão (427-346 a.C.) distinguiu entre um reino eterno, imutável e perfeito das Idéias ou Formas das coisas e o reino mutável da incorporação das mesmas nos fenômenos da experiência. Todavia, Platão poderia ser interpretado igualmente como um monista, no sentido de que todas as Idéias participam da mais elevada e mais abrangente das Idéias, a Idéia transcendente do Bem.
...

Bibliografia:
Filósofos e Correntes Filosóficas em gráficos e diagramas
Hunnex, Milton D.
Editora Vida
São Paulo
2003
Pág. 37

Verdades Eternas

Todas as almas, ..., tentam atingir o lugar que está para além do céu e onde residem as Verdades Eternas. As almas dos homens, antes de terem caído nesta prisão que é o corpo, conseguiram vislumbrar - umas mais de perto, outras de maneira menos precisa - a Pureza, a Justiça, e a Sabedoria. Decaíram, corromperam-se, encheram-se de vícios ao se ligar ao corpo. Guardam todavia uma vaga recordação do que antes contemplaram e tendem, sempre, para aquela perfeição que um dia contemplaram. A condição atual da alma nunca perde de todo o seu contato com a existência supra-empírica.

Bibliografia:
Fedro - Platão - Texto Integral
Tradução : Alex Marins
Editora Martin Claret
São Paulo
2004
Pág. 53

"A essência da meditação é o agora. Todo aquele que tenta praticar não almeja atingir um estado superior ou seguir alguma teoria ou ideal, mas simplesmente, sem qualquer objetivo ou ambição, procurar ver o que é o aqui e agora. Esse tornou-se consciente do momento presente..."

Bibliografia:
Ajuda pelo Zen-Budismo
Brandon, David
Editora Pensamento
São Paulo
Pág. 63

"A vivência do aqui e agora é um comportamento derivado da experiência Zen. O sentimento de culpa e a ansiedade são filhos do passado e do futuro. Uma pessoa sofre na medida em que vive o 'poderia-ter-sido' ou o 'poderia-ser' da vida, às custas do viver a realidade presente."

Bibliografia:
Ajuda pelo Zen-Budismo
Brandon, David
Editora Pensamento
São Paulo
Pág. 63

O estilo sucinto e preciso de Lao-Tsé é inigualável, quando ele formula o segundo verso do Tao-te king:

Se todos na Terra reconhecerem a beleza como bela,
desta forma já se pressupõe a feíura.
Se todos na Terra reconhecerem o bem como o bem,
deste modo já se pressupõe o mal.
Porque ser e não-ser geram-se mutuamente.
O fácil e o difícil se complementam.
O longo e o curto se definem um ao outro.
O alto e o baixo convivem um com o outro.
A voz e o som casam-se um com o outro.
O antes e o depois se seguem mutualmente.

Assim também o Sábio:
permanece na ação sem agir,
ensina sem nada dizer.
A todos os seres que o procuram
ele não se nega.
Ele cria, e ainda assim nada tem.
Age e não guarda coisa alguma.
Realizando a obra,
não se apega a ela.
E, justamente por não se apegar,
não é abandonado.

Bibliografia:
A Doença como Caminho
Dethlefsen, Thorwald
Dahlke, Rudiger
Editora Cultrix
São Paulo
Pág. 39 e 40

A Prece do Sábio

Sócrates: - ... Dai-me a beleza da alma, a beleza interior e fazei com que o meu exterior se harmonize com essa beleza espiritual. Que o sábio me pareça sempre rico; que eu tenha tanta riqueza quanto um homem sensato possa suportar e empregar !

Bibliografia:
Fedro - Platão - Texto Integral
Tradução : Alex Marins
Editora Martin Claret
São Paulo
2004
Pág. 125

Se pensas que estás servindo a pessoas, ainda te falta ardor e entusiasmo para criar.

Criar novos valores é servir ao Universo; é servir a Deus.

O Universo vive em nós, e nós caminhamos com o Universo.

Bibliografia:
Palavras de Sabedoria
Taniguchi, Masararu
Seicho-No-Ie do Brasil
São Paulo
3a Edição
1999
Pág. 238

Rabi Eleazer, ao exortar certo dia aos seus discípulos, gritou :

- Arrependei-vos na véspera de vossa morte !

- Como podemos saber quando havemos de morrer ?

- Não podeis sabê-lo ! E é por isso mesmo que haveis de arrepender-vos e de melhorardes todo dia de vossa vida.

Talmude

Bibliografia:
Planeta
Toques de Sabedoria - No Caminho da Transformação
Pág. 54

"Um homem só pode identificar um conhecimento e utilizá-lo para si mesmo quando seu próprio estado de consciência for adequado a esse nível de conhecimento."

Dethlefsen, Thorwald - O desafio do destino - Ed. Pensamento

Bibliografia:
Feng Shui Lógico : Integração Dinâmica Entre Equilíbrio Pessoal e Ambiental
Vecchi, Stela
Ícone Editora
2004
Pág. 116

ORAÇÃO PELA PAZ MUNDIAL

O infinito Amor de Deus flui para
o meu interior e em mim resplandece
a luz espiritual de amor.
Esta luz se intensifica cobre toda a face da Terra
e preenche o coração de todas as pessoas
com o espírito de Amor, Paz, Ordem
e Convergência para o Centro.

Bibliografia:
Revista Fonte de Luz
Seicho-No-Ie
Setembro/2004
Contra-Capa Interna

"O que o céu dispôs e lacrou é chamado de natureza inata.
A realização desta natureza é chamada de processo.
A clarificação deste processo é chamada de educação."
Confucius

Seguindo o Bem, quer dizer, o Justo, a alma purifica-se; prepara-se para o conhecimento da Verdade - primeira e indispensável condição do seu progresso. Seguindo, ampliando a idéia do Belo, atinge o Belo intelectual, essa luz imperceptível, mãe das coisas, animadora das formas, substância e órgão de Deus. Mergulhando na alma do mundo, a alma humana sente dilatarem-se-lhes as asas. Seguindo a idéia do Verdadeiro, atinge a pura essência, os princípios contidos no Espírito puro.

Bibliografia:
Os Grandes Iniciados : Platão
Schuré, Édouard
Martin Claret Editores Ltda
Pág. 30

O hermetismo utiliza símbolos que, à maneira das metáforas, exprimem o que a palavra é incapaz de significar, como a árvore, por exemplo, que representa a vida universal.

Bibliografia:
Os Grandes Iniciados : Hermes
Schuré, Édouard
Martin Claret Editores Ltda
1986
Pág. 53

O ódio jamais cessará neste mundo pelo ódio, mas pelo amor; essa é uma verdade eterna... Vença a ira pelo amor, vença o mal pelo bem. Vença a miséria pelo dar, vença a mentira pela verdade.
Bibliografia:
Grandes Mestres : sabedoria milenar hoje
Organizado e traduzido por Julia Bárány
Editora Mercuryo
São Paulo
2002
Pág. 84

O Sábio não tem desejos de dentro,
Nem tem exigências de fora.
Ele é prestativo em se dar
E sincero em falar,
Suave no conduzir,
Poderoso no agir,
Age com serenidade,
E porque não luta contra nada
O sábio é indestrutível.
Bibliografia:
Grandes Mestres : sabedoria milenar hoje
Organizado e traduzido por Julia Bárány
Editora Mercuryo
São Paulo
2002
Pág. 65

Canto de Pitágoras

Ó sol que dissolves as trevas da ignorância
Tu que unificas com teus raios todas as criaturas
No céu e sob o céu
Tu que distribuis calor a todos os homens
sem te importares com a casta
Mas premiando somente as inteligências
Tu, ó sol, alarga a minha mente e permite-me
Compreender a unidade do criado
Do ser unificante
Do homem para além da aparência...
Bibliografia:
Grandes Mestres : sabedoria milenar hoje
Organizado e traduzido por Julia Bárány
Editora Mercuryo
São Paulo
2002
Pág. 152

Como todos os raios estão ligados ao eixo e à circunferência da roda, assim todas as criaturas, todos os deuses, todos os mundos, todos os orgãos, todas as almas estão ligados àquela Alma.
Brbadaranyaka-Upanishad, II, 5, 15

...
Sem saber que eu apreciava as pétalas caídas que davam particular beleza ao jardim, alguém teve a gentileza de varrê-las.
...
É preciso sabedoria para adequar as ações às pessoas com as quais se lida.

Tal sabedoria só pode ser obtida através da união com Deus.

Bibliografia:
Palavras de Sabedoria
Taniguchi, Masararu
Seicho-No-Ie do Brasil
São Paulo
3a Edição
1999
Pág. 166 e 167

Os que atribuem à filosofia o papel de um passatempo agradável para umas poucas pessoas que não têm nada melhor a fazer estão muito enganadas. A filosofia, corretamente compreendida, implica em viver tanto quanto em ser. Seu valor não é apenas intelectual; não é apenas estimular o pensamento, mas também guiar a ação. Suas idéias e ideais não ficam suspensos no ar, por assim dizer, incapazes de descer à terra em formas práticas e praticáveis. A filosofia pode ser testada na vida diária. Pode ser aplicada em todos os problemas pessoais e sociais, sem exceção. Mostra-nos como alcançar uma existência equilibrada numa sociedade desequilibrada. É a verdade tornada exequível. O estudo e a prática da filosofia são especialmente valiosos aos homens e às mulheres que seguem certas profissões, como os executivos, os administradores políticos e os lideres de organizações. Aqueles que, pelo caráter, pelo destino, ou por ambos, são colocados onde sua autoridade atinja a vida de numerosas pessoas, ou onde sua influência afete a mente de muitas outras; aqueles que ocupam posições de responsabilidade ou de status superior, encontrarão nos princípios filosóficos aquilo que os capacitará a conduzir os outros sabiamente e de uma forma capaz de levá-los todos à felicidade última. No final, ela só pode justificar o seu nome se inspirar dinamicamente seus seguidores a uma atividade incansável, altruística e sábia, tanto para o autodesenvolvimento como para o desenvolvimento social.

Bibliografia:
Idéias em Perspectiva
Brunton, Paul
Editora Pensamento
São Paulo
Pág. 248

O mentalismo, o ensinamento de que este é um universo mental, é algo em que o homem comum muito dificilmente acredita e é, contudo, algo em que o homem iluminado muito dificilmente deixa de acreditar. Isso porque, para o primeiro, esse ensinamento é apenas uma teoria, mas para o segundo, é uma experiência pessoal.
...

Bibliografia:
Idéias em Perspectiva
Brunton, Paul
Editora Pensamento
São Paulo
Pág. 272

Toda a natureza é uma harmonia divina, sinfonia maravilhosa que convida todas as criaturas a que acompanhem sua evolução e progresso.

Seja, em sua vida, um instrumento apto a captar as vibrações de paz e serenidade da natureza, e sua saúde encontrará o equilíbrio necessário a prosperar cada vez mais.

Viva de acordo com as leis da natureza, e com o espírito voltado para Deus.

Bibliografia:
Minutos de Sabedoria
Pastorino, C. Torres
30a Edição
Vozes
1989
Petrópolis
Pág. 61

"Não é o vosso ser, a vossa alma, um microcosmo, um pequeno universo ?
Mas esse universo está cheio de tempestades e de discórdias.
Pois bem, o que se procura é realizar nele a unidade pela harmonia.
Então - somente então - é que Deus descerá ao fundo das vossas consciências,
só então participareis do seu poder e fareis da vossa vontade a pedra do lar,
o altar de Hestia, o trono de Júpiter!"

Bibliografia:
Os Grandes Iniciados : Pitágoras
Schuré, Édouard
Ediouro
1986
Pág. 67

A regra de ouro de nossa conduta é a da tolerância mútua, pois nunca todos pensarão a mesma coisa e veremos a Verdade fragmentada, sob vários ângulos. A consciência não é a mesma em todos. Ela é um bom guia para a conduta individual, mas se impusermos tal conduta a todos, seria uma impiedade intolerável sobre a liberdade de consciência de cada um.
Mahatma Gandhi

"A Mente (tão bem como os metais e os elementos) pode ser transmutada de estado em estado, de grau em grau, de condição em condição, de pólo em pólo, de vibração em vibração. A verdadeira transmutação hermética é uma Arte Mental."
O Caibalion

Assim como o armeiro apara e deixa a flecha reta,
o mestre orienta seus pensamentos desgarrados.
BUDA

Quem é sábio ?
- Aquele que aprende de todo mundo.
- Quem é forte?
- Aquele que conquista a si mesmo.
- Quem é rico ?
- Aquele que se satisfaz com o que tem.
- Quem é honrado?
- Aquele que honra os seus vizinhos.
Bibliografia :
A Essência do Talmud
Seleção de Theodore M. R. von Keler
Ediouro
Pag. 17

No Budismo, diz-se que "tudo neste mundo fenomênico é transitório". Realmente, todas as coisas deste mundo fenomênico estão se transformando constantemente. O mundo que se apresenta aos nossos olhos carnais não passa, afinal, do reflexo das vibrações mentais que emitimos no passado. Em outras palavras, não passa de materialização das coisas que, no passado, desenhamos na nossa mente. Assim sendo, não poderemos progredir se ficarmos desenhando em nossa mente sempre as mesmas coisas, ou seja, se ficarmos indefinidamente com a mente presa aos velhos sonhos. Não devemos nos apegar ao passado. É preciso "renovar" os nossos sonhos, criar novos ideais! Somente os "novos sonhos", os novos ideais, têm o poder de trazer, do reservatório inesgotável de boas qualidades que existe dentro de nós, aquela que ainda não foi exteriorizada. A esse processo de exteriorização incessante de boas qualidades e de capacidade ilimitada que estão em nós, dá-se o nome de "crescimento infinito".
Bibliografia :
O Livro dos Jovens
Taniguchi, Masaharu
Seicho-No-Ie do Brasil
28o Edição
2003
Pag. 196 e 197
Http://www.sni.org.br

Embora a filosofia proponha afirmações de leis universais e verdades eternas, cada homem retira do seu estudo uma aplicação altamente pessoal, e ganha, por praticá-la, uma satisfação marcadamente individual. Embora seja a única Idéia que pode unir os homens em harmonia e unidade, ela se torna singular para cada novo adepto. E embora ela transcenda todas as limitações impostas pela forma intelecto-emoção e pelo egoísmo, ela inspira o poeta, ensina o pensador, dá perspectivas ao artista, guia o executivo e conforta o trabalhador.
Paul Brunton

O domínio da filosofia produzirá uma suprema autoconfiança no interior do homem, em todas as suas transações com a vida. Aquele que nada sabe sobre filosofia declarará que ela nada tem a ver com assuntos práticos e que não o ajudará a subir na carreira, por exemplo. Está Errado. A filosofia dá ao seu adepto uma perspectiva totalmente científica e prática, enquanto o habilita a resolver seus problemas de maneira não-emocional e à clara luz da razão. Ele estará sujeito, entretanto, a certas limitações éticas das quais outros homens estão isentos, pois ele considera o jogo da vida algo sagrado que lhe foi confiado, e não um meio de engrandecimento pessoal a expensas dos outros.
Paul Brunton

"A verdadeira virtude é uma purificação de todas as paixões.
O comedimento, a justiça, a força e a própria sabedoria são purificações ... "
Sócrates

"A mente precede todas as coisas, domina todas as coisas, cria todas as coisas."
Gautama Buda

"Nada posso lhe oferecer que não exista em você mesmo.

Não posso abrir-lhe outro mundo além daquele que há em sua própria alma.

Nada posso lhe dar, a não ser a oportunidade, o impulso, a chave.

Eu o ajudarei a tornar visível o seu próprio mundo, e isso é tudo."

Herman Hesse

"A Sabedoria consiste em ordenar bem a nossa própria Alma."
Platão

"O ego absoluto cria o ego relativo a fim de ver-se a si próprio refletido nele, isto é, no relativo. O ego absoluto, enquanto permanece absoluto, não tem meios para firmar-se, para manifestar-se, para mostrar todas as suas possibilidades."
Daisetz Teitaro Suzuki, um dos principais introdutores do Zen no Ocidente.

"Quando oferecemos a Deus todas as nossas ações, não somos nós que agimos, mas ele que opera em nós. O eu interior ou ego tem de ser sacrificado, e a ação tem de provir do Espírito ou Atman, convertendo-se então em algo sagrado. Não importa qual seja o trabalho - manual ou intelectual, de organização ou direção, serviço aos demais ou oração: o importante é o desapego ou desprendimento. Todo poeta sabe disto. Um poema não pode ser manufaturado - tem de vir do ser interior. Neste sentido todo trabalho é ou pode ser poético, e deve levar o selo da beleza, que é o sinal do Espirito em si".
Bede Griffths, em Retorno ao Centro

Todas as religiões, todas as doutrinas esotéricas e espiritualistas permanecem para nós como letras mortas se não trabalharmos no desenvolvimento da nossa consciência, pois o conhecimento puramente intelectual não produz no homem uma maturação eficaz, ficando ali apenas gélida bagagem de noções que obstruem a mente e ofuscam a visão direta.

Devemos "viver" a teoria, transformar o conhecimento em consciência, fazer com que a doutrina se torne experiência vivida, e então brotará, do nosso próprio íntimo, uma força, uma realidade, um entendimento, que nos transformarão, nos farão mais verdadeiros, mais vivos, mais autênticos, mais completamente "humanos".

Bibliografia:
O Desenvolvimento da Consciência
Batà, Angela Maria La Sala
Editora Pensamento
São Paulo
Pág. 9

No homem, o Céu e a Terra se unem.
Ele é livre para gozar de um ou de outro.
O primeiro leva-o à paz da mente, o segundo ata-o à roda do ego.
Todo aquele que sinceramente quer aproximar-se da divindade
pode encontrá-la, mas tem de dar o primeiro passo.
Paul Brunton

A harmonia consiste nas relações materiais e espirituais das partes entre si e com o centro do qual elas provêm. É como se raios irradiassem do centro e depois voltassem a ele, tal como sons devolvidos pelo eco ao ponto de onde emanaram.
Bibliografia:
À procura da verdade
Batà, Angela Maria La Sala
Editora Pensamento
São Paulo
Pág. 85

... duas maneiras profundamente diferentes de conhecer uma coisa.

A primeira implica que se dê voltas em torno da coisa a conhecer;

A segunda quando se entra nela ...

Do primeiro conhecimento se dirá que se detém no relativo, e do segundo, tanto quanto possível, que alcança o absoluto.

Introdução à Metafísica - Bergson

Nenhum homem é livre se a sua mente não é como uma porta de vai-e-vem, abrindo-se para fora a fim de liberar suas próprias idéias e para dentro a fim de captar as boas idéias dos outros.
Validivar

Uma vez perguntaram a Confúcio:
- O que mais o surpreende na humanidade?

E ele respondeu:

"Os homens que perdem a saúde para juntar dinheiro e depois perdem o dinheiro para recuperar a saúde.

Por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem o presente de tal forma que acabam por nem viver no presente, nem no futuro.

Vivem como se nunca fossem morrer e morrem como se nunca tivessem vivido..."


Um dia estava trabalhando no campo e feri meu dedo. Podia ter ignorado o fato, mas limpei o ferimento e coloquei um curativo.

Se tivesse ignorado o ferimento e o dedo infeccionasse, todo meu corpo teria sofrido.

Da mesma forma, se sentimos que somos parte do corpo cósmico, do Universo todo, como podemos deixar de amar todas as partes.

Quando sentimos que somos partes de um todo, que pertencemos ao todo e que o mundo todo nos pertence, esse mesmo sentimento faz-nos amar, e esse amor dá origem à cura...

Nenhum curador pode curar sem o amor universal.

Swami Satchidananda

As pessoas possuem naturezas, desejos, comportamentos, pensamentos e julgamentos diferentes. Por essa razão emprego diferentes ensinos, várias parábolas e histórias sobre relações causais para possibilitá-las a criarem boas causas. Esta prática, própria de um Buda, eu a tenho realizado ininterruptamente, sem nunca negligenciá-la por um momento sequer.
(Sakyamuni - Sutra de Lótus)

E a harmonia, segundo Filolau é
"a unificação do diverso e a colocação em concordância do discordante".


A Verdade Suprema está no interior como no exterior, no mutável como no imutável. Elas supera os poderes de percepção e compreensão ligados aos sentidos materiais. Infinitamente longínqua, está também muito próxima. E embora pareça dividido, o Princípio Supremo permanece indivisível.
Bhagavad Ghita, XII, vol. 16-17

Que não se passe um dia sem buscar saber - Que fiz hoje ?
Se o mal, não o repitas; se o bem, persevera.
Pitágoras

Perguntaram a um Sábio :- "Nossos Mestres sempre nos ensinaram que não há nada neste mundo que não tenha o seu respectivo lugar. Assim, também o homem tem o seu devido lugar. Por quê, então, as pessoas se sentem tão oprimidas ?"

- "Ora, simples : porque cada um quer ocupar o lugar do outro", respondeu o Sábio.

Bibliografia:
O Novo Cérebro
Spritzer, Dr. Nelson
L & M Editores
1995
Pág. 48

As pessoas usam seus sentidos para procurar a resposta fora de si mesmas,
sem notar que ela se encontra dentro delas o tempo todo.
Huang Po, C.850

O homem superior antecipa tarefas difíceis enquanto elas ainda são fáceis, e realiza coisas que se tornam grandes enquanto elas ainda são pequenas. Portanto, o homem superior, ainda que nunca faça o que seja grande, é capaz, por causa disso, de realizar as maiores coisas.
Lao-Tzu

O Belo em si


- Raros são os que têm a capacidade de contemplar o belo em si.

- Por certo.

E aquele que possui o sentimento das coisas belas, porém não o da própria beleza, e tampouco é capaz de seguir quem procure guiá-lo ao conhecimento desta - que te parece ? Vive ele desperto ou em sonhos ? Reflete bem: que outra coisa é sonhar, seja dormindo, seja com os olhos abertos, senão identificar coisas diversas, tomando a cópia pelo objeto real ?

- Eu, pelo menos - respondeu - diria que estava sonhando quem o fizesse.

- Mas considera o caso do outro, que reconhece a existência do belo em si e sabe distinguir a idéia dos objetos que dela participam, sem tomar os objetos pela idéia nem esta por aqueles. Achas que esse vive acordado ou em sonhos ?

- Bem acordado - respondeu.

- E não será acertado dizer que o pensamento deste é saber de quem verdadeiramente conhece, enquanto o do outro é parecer de quem opina ?

- Sem dúvida.

Bibliografia:
Platão - Diálogos III - A República
Ediouro
Rio de Janeiro
1996
23o Edição
Pág. 124

Se buscar o conhecimento durante mil dias, isso valerá menos para você do que
um dia de estudo sério das verdadeiras atividades da mente.
Se não a estudar, você será incapaz de dirigir até mesmo uma simples gota de água.
Huang Po

Para viver com segurança no convívio com os homens, o sábio deve possuir a arte de fazer com os atos o que o músico faz com as cordas; examinar os que discordam entre si, pô-los concordes e estabelecer entre eles a harmonia. Foi isso que fez Sócrates.
Epíteto

Cultive a Virtude em seu íntimo, e a Virtude será real.

Cultive a Virtude na família, e a Virtude florescerá.

Cultive a Virtude na vila, e a Virtude se espalhará.

Cultive a Virtude na nação, e a Virtude será abundante.

Cultive a Virtude no mundo e a Virtude triunfará em todo lugar.

Lao-Tzu

Quando se busca o cume da montanha,
não se dá importância às pedras do caminho.
Provérbio Oriental

A coisa principal na vida não é o conhecimento, mas o uso que dele se faz.
Talmude

Sócrates e o "Conhece-te a ti mesmo"


- Dize-me, Eutidemo, já estiveste em Delfos ?

- Duas vezes, por Zeus !

- Então leste a incrição gravada no templo: "Conhece-te a ti mesmo" ?

- Por Zeus ! Então não havia de conhecer-me a mim mesmo ? Difícil me seria aprender outras coisas, se a mim próprio ... ignorasse.

- Então pensas que conhecer a si mesmo seja saber como se chama ? Assim como não julgam os compradores de cavalos conhecer o animal que desejam comprar antes de verificarem se é dócil ou dado a empacar, forte ou fraco, veloz ou lerdo, enfim, todas as boas ou más qualidades de uma cavalgadura, não deve pesar-se a própria capacidade para se saber quanto se vale ?

- De fato, parece-me que não conhecer o próprio valor é ignorar a si mesmo.

- Não é evidente ser esse conhecimento de si mesmo fonte de infinidade de bens, enquanto milhares de males causa a visão estrábica das próprias possiblidades ? Os que conhecem a si mesmos sabem o que lhes é útil e discernem o que podem do que não podem fazer. Realizando o que está em seu poder, conseguem o necessário e vivem felizes. Abstendo-se do que vai além de suas forças não caem no erro e evitam o insucesso. Enfim, encontrando-se em melhores condições de julgar os homens, podem, empregando-os proveitosamente, obter grandes bens e evitar grandes males. Ao contrário, os que não conhecem a si mesmos e ignoram o próprio valor não julgam melhor os homens que as coisas humanas. Não sabem nem o que lhes é devido fazer nem como fazê-lo. A respeito de tudo iludidos, deixam escapar a felicidade e precipitam na ruína. Os que agem com conhecimento de causa atingem o objetivo almejado e obtêm honra e consideração. Seus iguais regozijam-se com sua amizade. Nas derrotas buscam seus conselhos, entregam-se em suas mãos, neles depositam suas esperanças de bom êxito e por tudo isso os estimam mais que a ninguém. Já os que vivem às cegas metem-se a fazer o que não deviam, malogram em todos os empreendimentos e, castigados pelo insucesso, tornam-se objeto do desprezo e do ridículo, vivendo sob a zombaria e os desrespeito. Podes ver igualmente que dentre as cidades que, desconhecendo as próprias forças, movem guerras a Estados mais poderosos, umas são destruídas, outras trocam a liberdade pela escravidão.

- Estou plenamente de acordo, Sócrates - consentiu Eutidemo -, ser da máxima importância o conhecer-se a si mesmo.

Bibliografia:
Os Pensadores : Sócrates
Editora Nova Cultural
São Paulo
1999
Pág. 232 e 233

Conhece te a ti mesmo

Conhece te a ti mesmo.

Este foi o conselho dado através das idades por filósofos inteiramente cientes de que nosso self é o que organiza o mundo e lhe dá significado, e compreender o self juntamente com a natureza era o objetivo abrangente a que visavam.

Bibliografia:
O Universo Autoconsciente - Como a consciência cria o mundo material
Goswami, Amit
Editora Rosa dos Tempos
Rio de Janeiro
2002
5o Edição
Pág. 31

Palavras de Saint Germain :

As portas da imortalidade me foram abertas, a nuvem que cobre os olhos dos mortais se dissipou, EU VI, e os Espíritos que comandam os elementos me reconheceram por seu mestre.
Bibliografia:
Livro : A Santíssima Trinosofia
Autor : Conde de Saint-Germain
Comentários : Manly P. Hall
Tradução : Júlia Bárány
Editora : Mercuryo
Pág. : 78
Site : www.mercuryo.com.br/trinosofia

Como a abelha que recolhe o mel de diferentes flores, assim o sábio aceita a essência das diferentes escrituras e vê somente o bom em todas as religiões.
Srimad Bhagavatam

"os homens não conhecem o que conhecem os deuses. O que, às vezes, os homens consideram como uma verdadeira desgraça, nada mais é que um verdadeiro bem para seu aperfeiçoamento moral".
Sócrates

O Filósofo e a Virtude

O filósofo é também o homem virtuoso, que contempla o bem e molda sua ação prática a ele. Deste modo, o bem não deve ser objeto de pura contemplação, mas deve haver uma íntima adesão do espírito a ele, um amor total ao mesmo, que possa nortear os atos do homem, sua ação, sua prática. O bem liberta o homem e move sua ação espiritual e concreta. Assim, a ciência deve manifestar-se na concretude dos atos humanos, no dia-a-dia. Deve guiar o homem para seus fins supremos.
Bibliografia:
O Pensamento Vivo de Sócrates
Martin Claret Editores
Pág. 45 e 46

Existe apenas uma Única Mente e nem uma partícula de qualquer outra coisa.
Todos os fenômenos, desde o menor dos átomos ao grande quiliocosmos, são apenas bolhas e espuma, padrões mentais de um grande sonho.
Huang Po, c.850

O sábio não se aflige por não ser conhecido dos homens; ele se aflige por não conhecê-los.
Confúcio

Aprende, como uma das tuas primeiras obrigações, a dominar-te a ti mesmo.
Pitágoras

Sócrates e o Conhecimento Universal

Que deve buscar a filosofia ?

O conhecimento verdadeiro. Mas que é, afinal esse conhecimento verdadeiro que a filosofia tão cupidamente procura ? Que afirma Sócrates ser tal conhecimento ?

O conhecimento verdadeiro não pode ser relativo a cada sujeito cognoscente. Deve ter a verdade uma autonomia, ela deve existir e ser válida para todos. Assim, os sentidos, a experiência, são fontes de opinião e não de ciência firme. A ciência deve ter caráter universalista, deve ser válida para todos, em todos os tempos.

Sócrates via a possibilidade de se chegar a tal conhecimento universal. Sua investigação não queria versar sobre o mutável, objeto somente de opinião, mas sobre o conceito, isto é, o imutável, a essência-objeto de ciência.

Bibliografia:
O Pensamento Vivo de Sócrates
Martin Claret Editores
Pág. 42

Estou sempre contente com o que acontece,
porque o que Deus quer é melhor do que o que eu quero.
Epíteto

Nos dias e nas horas em que a tendência para a voluptuosidade é mais forte... precisamente neste momentos é que também as energias espirituais superiores... são passíveis de despertar com suprema força. Elas estão inativas quando a consciência do homem cedeu à luxúria mas, através de um esforço efetivo, a direção delas pode ser alterada e então a consciência do homem ocupa-se com as atividades superiores do espírito, em vez de se submeter aos desejos inferiores e tormentos.
Arthur Schopenhauer

Sócrates e a Dialógica

Com Sócrates surge uma nova consciência do modo de pensar e enfocar a filosofia. Ele criou um método inovador de investigação: a dialógica: a valorização da pesquisa através de todos os emaranhados e incertezas da linguagem. Ele acreditava que todos os homens tinham, dentro de si, todo o conhecimento do mundo, uma conceptualização que nos dias de hoje tem partidários, inclusive de físicos quânticos. Para Sócrates, através da introspecção e da abstração daquilo que os sentidos forneciam, podia-se, por meio de perguntas certas, chegar-se ao conhecimento.
...
O método socrático é basicamente constituído de padrões linguísticos e estratégias de pensamento.
...
Quando se acredita que uma palavra tem um significado único, torna-se difícil o entendimento entre as pessoas, ou a definição exata de um conceito. Quando se fica preso a essa ilusão - que realmente entendemos o significado exato daquilo que a outra pessoa quer dizer, fatalmente corremos o risco de fazer interpretações errôneas.
...
Por isso, quando alguém presumia conhecer verdadeiramente o valor ético que se procurava, tendo a sensação de estar absolutamente certo e saber tudo sobre o assunto, Sócrates sentia a necessidade de multiplicar as interrogações e formular quantas perguntas fossem necessárias para esclarecer e exemplificar o conceito que se procurava.
Bibliografia:
Repensando Sócrates : padrões cognitivos do pensamento socrático modelados pelo método da programação neurolinguística
Mazzilli, José Carlos
Ícone Editora
São Paulo
1997
pág. 33, 43 e 44

O que propaga a luz da verdade sobre os objetos do conhecimento e confere ao sujeito que conhece o poder de conhecer é a Idéia do Bem.
(República, 508 c)

Reflexão

Examinemos a palavra reflexão: quando vemos nossa imagem refletida no espelho, há um "desdobramento" da nossa figura, pois estamos aqui e estamos lá; no reflexo da luz, ela vai até o espelho e retorna; reflectere em latim significa fazer retroceder, voltar atrás.

Aproveitando esses diversos significados, refletir é retomar o próprio pensamento, pensar o já pensado, voltar para si mesmo e colocar em questão o que já se conhece.

Bibliografia:
Filosofando: Introdução à filosofia
Aranha, Maria Lúcia de Arruda
martins, Helena Pires
Editora Moderna
São Paulo
1986
Pág. 46 e 47

A sabedoria, a conduta ética e a disciplina mental estão inter-relacionadas e devem ser buscadas simultaneamente, promovendo cada uma o desenvolvimento da outra. Assim, os componentes psicológicos, éticos e filosóficos juntos constituem o fundamento do desenvolvimento espiritual.
Bibliografia:
A Psicologia de Jung e o Budismo Tibetano
Moacanin, Radmila
Cultrix/Pensamento
São Paulo
Pág. 18

A Filosofia do Idealismo Monista

No ocidente, a filosofia do idealismo monista teve em Platão seu proponente mais conhecido. Platão, em A República, deu-nos a famosa alegoria da caverna. Como aprenderam centenas de gerações de estudantes de filosofia, essa alegoria ilustra, com meridiana clareza, os conceitos fundamentais do idealismo. Platão imagina seres humanos sentados imóveis numa caverna, em tal posição que estão sempre voltados para a parede. O grande universo do lado de fora é um espetáculo de sombras projetadas na parede e nós, seres humanos, somos observadores de sombras. Vemos sombras-ilusões que confundimos com a realidade. A realidade autêntica está às nossas costas, na luz e formas arquetípicas que lançam sombras na parede. Nessa alegoria, os espetáculos de sombra são as manifestações imanentes irreais, na experiência humana, de realidades arquetípicas que pertencem a um mundo transcendente. Na verdade, a luz é a única realidade, porquanto ela é tudo que vemos. No idealismo monista, a consciência é como a luz na caverna de Platão.

As mesmas idéias básicas reaparecem com grande frequência na literatura idealista de numerosas culturas. Na literatura vedanta da Índia, a palavra sânscrita nama é usada para denotar arquétipos transcendentes e, rupa, sua forma imanente. Para além de nama e rupa brilha a luz de Brahman, a consciência universal, a única sem um segundo, o fundamento de todo ser. "Todo este universo sobre o qual falamos e pensamos nada mais é do que Brahman. Brahman existe além do alcance de Maya (a ilusão). Nada mais existe."

Na filosofia budista, os reinos material e das idéias são chamados de Nirmanakaya e Sambhogakaya, respectivamente, mas, acima deles, há a luz da consciência única, Dharmakaya, que ilumina a ambos. E na realidade só há Dharmakaya. "Nirmanakaya é a aparência do corpo de Buda e de suas atividades inescrutáveis. Sambhogakaya possui potencialidade vasta e ilimitada. O Dharmakaya de Buda está livre de qualquer percepção ou concepção de forma."

Bibliografia:
O Universo Autoconsciente - como a consciência cria o mundo material
Goswami, Amit
Editora Rosa dos Tempos
Rio de Janeiro
2002
5o Edição
Pág. 72 e 73

Simplicidade da mensagem socrática: "conhece-te a ti mesmo", comportando-te de acordo com aquilo que és. Sócrates havia tornado seu o preceito délfico, e sua missão consistia em fazer com que os homens lembrassem aquilo que haviam esquecido. Assim, o ensinamento sócratico não se propões a outra coisa senão permitir aos homens tomarem consciência de sua natureza. E essa não reside nas determinações psicológicas e sociais às quais, tão pouco inocentemente, tendemos a reduzi-las. A essência humana, o que constitui a dignidade humana, é a alma. "Meu único objetivo, ao percorrer as ruas, é persuadir-vos, jovens e velhos, que não se deve dar tanta preeminência ao corpo e às riquezas e se ocupar com isso com tanto ardor quanto com o aperfeiçoamento da alma" (Apologia de Sócrates, 30 a).
Bibliografia:
Platão
Manon, Simone
Martins Fontes
São Paulo
1992
Pág. 2

Platão e as Idéias

O mundo real, ..., é segundo Platão, o de idéias imutáveis, puras e eternas. O homem pode chegar a um estado no qual pode contemplar e conhecer essas idéias. Pode conhecer os universais.

Platão, além disso, acreditava que o homem é a criação do universo. A idéia pura imprime-se na matéria, criando-se o universo que nós experimentamos. Sentimos outros indivíduos e também a nós mesmos, a nossos corpos. Tudo isso surgiu à medida que as idéias se foram imprimindo na matéria. Mas o homem é a única criação que pode chegar a conhecer essas idéias e compreender o processo, pelo qual as coisas da natureza vieram a existir. Platão põe, assim em destaque, a posição singular do homem, que não se assemelha aos animais, embora sua criação ocorrese da mesma maneira. Sua alma é parte da razão divina que lhe penetrou no corpo, tornando-o capaz de conhecer as coisas eternamente reais do universo.

Ao penetrar no corpo, essa parte racional do homem fica entravada, retida e obscurecida pelo próprio corpo, que é matéria. Sua tarefa está em sobrepujar essa desvantagem e elevar-se acima do corpo. O filósofo, na concepção de Platão, eleva-se acima do corpo e habita o reino do espírito, no qual pode conhecer aquilo que é real, as idéias.

Bibliografia:
Ensinamentos Básicos dos Grandes Filósofos
Frost Jr., S. E.
Editora Cultrix
São Paulo
Pág. 63 e 64

Certa vez, alguns noviços se aproximaram de Buda e perguntaram-lhe a que preceitos deveriam obedecer. Então ele disse:

"Aqueles que desejam entrar na senda para ser fiéis discípulos de Buda devem observar quatro preceitos fundamentais :

1o: procurar boas companhias;
2o: entender a Lei;
3o: fortalecer a mente por meio da reflexão;
4o: praticar a virtude."

Bibliografia:
O Pensamento Vivo de Buda
Pesquisa de Texto e Tradução : José Geraldo Simões Jr.
Martin Claret Editores
1985
Pág. 87

Teoria de Platão Sobre o Universo

... Platão, um dos maiores pensadores de todos os tempos. Na sua concepção o mundo que contemplamos, em que tocamos e que percebemos através de outros sentidos, não é real, porém, uma cópia. Nele encontramos coisas que se transformam, vêm e vão, e em grande abundância.
...
Há, entretanto, um mundo real no qual devem encontrar-se as verdadeiras coisas, das quais tudo aquilo por que passamos é mera cópia. Platão chamava-o mundo das idéias. Nêle é que se encontra a árvore ideal, da qual todas as árvores são cópias, a casa ideal e as idéias de todos os outros objetos existentes. São perfeitos, não se transformam de modo algum, não desaparecem nem morrem; ao contrário, permanecem para sempre.

Essas idéias ou formas (Platão emprega ambas as palavras para a sua descrição) não foram criadas; existem desde os primeiros tempos, justamente no estado perfeito em que sempre existirão. São independentes de todas as coisas e não se acham influenciadas pela mudanças que se verificam no mundo que sentimos, através dos sentidos. Os objetos que percebemos são reflexos desses modelos eternos.

Todas as idéias estão dispostas em ordem no mundo ideal; a idéia superior, idéia da bondade perfeita, acha-se na parte mais alta.

Há, entrentanto, outro princípio no universo, o da matéria. É tudo o que as idéias não são. Pode ser considerado como a matéria-prima, na qual as idéias se acham impressas. Consideremos, por exemplo, a obra de um escultor. Ele forma a idéia de uma figura que deseja, digamos, reproduzir no mármore. Ora, essa idéia é independente de todo o mármore do mundo. Mas o mármore é necessário para a realização da obra, a fim de que outros possam senti-la através dos sentidos. O escultor toma então um bloco de mármore e cria a estátua. O mármore, como matéria-prima, fica com a idéia impressa nele. O escultor poderá fazer muitas estátuas sem afetar sua idéia por pouco que seja.

Era assim que Platão concebia a criação do mundo. A natureza - tudo aquilo que sentimos através dos sentidos - deve sua existência à influência do mundo das idéias sobre a matéria. Não o mundo real, porém uma impressão do mundo real sobre a matéria.
...

Bibliografia:
Ensinamentos Básicos dos Grandes Filósofos
Frost Jr., S. E.
Editora Cultrix
São Paulo
Pág. 18 e 19

"Educai as crianças e não será preciso punir os homens."

Bibliografia:
Os Grandes Iniciados : Pitágoras
Schuré, Édouard
Ediouro
1986
Pág. 140

O excesso de luz cega a vista
O excesso de som ensurdece os ouvidos
Condimentos em demasia estragam o gosto
O ímpeto das paixões pertuba o coração
A cobiça do impossível destroi a ética
Por isto, o sábio em sua alma
Determina a medida para cada coisa
Todas as coisas visíveis lhe são apenas
Setas que apontam para o invisível
Lao Tse

A sabedoria é uma coisa única. É conhecer o pensamento pelo qual todas as coisas são governadas por meio de todas as coisas.
Heráclito de Éfeso

Sócrates ... afirmou, sem hesitação, que o conhecimento é a chave de todos os demais problemas. Interessou-se especialmente por descobrir um método para alcançar o verdadeiro conhecimento, distinto de simples opiniões. O método que desenvolveu consistia em eliminar, primeiramente, as observações e desenvolver pensamentos, a fim de atingir ao juizo universal. Em meio à diversidade de pensamentos, Sócrates procurou descobrir aquilo que era comum a todos, uma base que não admitisse contestação.

Através de cuidadosas indagações e meticuloso exame de asserções e opiniões, Sócrates prosseguiu estabelecendo definições que, mais tarde, empregou como base de novas opiniões e declarações, estabelecido um princípio, empregava-o para definir outros.

É costume falar em lógica como indutiva ou dedutiva. A indução consiste em começar com um fato particular e chegar a um princípio geral. A dedução começa com um princípio geral e mostra sua aplicação a fatos particulares. A dedução é o método mais característico dos primeiros filósofos, e a indução o da ciência moderna. Sócrates costumava empregar ambos os métodos.

Bibliografia:
Ensinamentos Básicos dos Grandes Filósofos
Frost Jr., S. E.
Editora Cultrix
São Paulo
Pág. 250

Seguir o caminho nobre é como entrar numa sala escura com uma luz na mão; a escuridão desaparecerá e a sala encher-se-á de luz.
Buda (568-488 A.C.)

Do mesmo modo que as coisas visíveis são iluminadas pelo Sol, as idéias o são por uma Idéia Suprema, a do Bem.
...
É necessário portanto saber elevar-se a essa Idéia Suprema pela dialética e para isso é necessário o auxílio de hipóteses (indução platônica). É mister, depois, recorrer à divisão e à dedução para conhecer a hierarquia das idéias, sem nunca apelar, todavia, para o mundo da sensação. Esta dupla marcha opõe-se à atividade que considera as cousas como imediatamente verdadeiras.
Bibliografia:
Os Grandes Iniciados : Platão
schuré, Édouard
Ediouro
1987
Pág. 64

Quando a alma se serve do corpo para considerar algum objeto, seja pela visão, seja pela audição, seja por qualquer outro sentido, pois examinar alguma coisa com um sentido é servir-se do corpo, ela é então atraída pelo corpo na direção daquilo que muda, ela se extravia, se pertuba, tornando-se presa da vertigem como se estivesse embriagada, porque está em contato com coisas que estão nesse estado (Fédon, 79 c).

Mas quando [a alma] examina algo sozinha e por si própria, ela se projeta em direção às coisas puras, eternas, imutáveis, imortais e, como é aparentada a elas, mantém-se sempre com elas porque está só consigo própria e nada a impede disso; a partir desse momento, ela cesa de se extraviar ..., e esse estado de alma é o que se chama de pensamento (Fédon, 79 d).

Bibliografia:
Platão
Manon, Simone
Martins Fontes
São Paulo
1992
Pág. 77 e 83

Os olhos e os ouvidos são maus testemunhos dos homens, se as almas destes não compreendem a linguagem daqueles.
Fragmentos de Heráclito

Uma pessoa que não se pertuba com o incessante fluxo de desejos - que entram como rios no oceano, o qual está sempre sendo enchido mas permanece sempre estável - é a única que pode alcançar a paz, e não o homem que luta para satisfazer tais desejos.
(Bhagavad-gita, 2.70)

A palavra Buddha quer dizer "aquele que foi despertado".

Dentro da sabedoria difundida pelo budismo, está "ver o sofrimento como um sinal que desperta". Os ensinamentos do Buda baseavam-se, portanto, na experiência da verdade do sofrimento e de como é possível cessá-lo.

De acordo com Buda, a essência dos seus ensinamentos sobre "viver o sofrimento e aproveitar o que esse sinal quer dizer ou despertar" está em quatro verdades:

1. A verdade do sofrimento - encarar seu sofrimento; saber que a dor física poder vir de um sofrimento mental; verificar qual é o sofrimento que você está tendo e aceitá-lo. Sofrimento significa uma tristeza, uma angústia, o desejo por alguém ou algum objeto, ou uma condição que não esteja presente.

2. A verdade da causa do sofrimento - o desejo é visto como a raiz do sofrimento e não como a incapacidade de atingir o objeto dos nossos desejos.

3. A verdade de como cessar o sofrimento - se a causa do sofrimento é desejar as coisas, resistir ao impulso de desejar o inatingível, esfriar o querer, gera paz, assim como passar a desejar algo que você pega aqui e agora.

4. A verdade da vida livre de sofrimento - viver de uma maneira que valoriza o momento como ele é, livre de desejos e de sofrimentos. É o mais difícil de atingir, mas pare e pense. É simples: curtir cada minuto de sua vida integralmente, ver a beleza de cada momento, estar presente em cada coisa que acontece na sua vida; o passado ficou para trás; o futuro ainda virá, mas o presente é seu, ele está com você.

Bibliografia:
Síndrome do Pânico - um sinal que desperta
Bauer, Sofia
Caminhos Editorial
Pág. 9 e 10

Uni o que é completo e o que não é, o que concorda e o que discorda,
o que está em harmonia e o que está em desacordo.
Heráclito

Reiki Tradicional

Reiki, é uma terapia energética vibracional que estimula a cura através das mãos. O Reiki se encontra ao alcance de todos. Não é um sistema religioso, não tem preconceitos e nem restrições.

A História do Reiki Tradicional começa na metade do século XIX com Mestre Mikao Usui, que era diretor da Universidade Doshisha, em Kyoto, Japão, quando também era um pastor cristão. Durante uma de suas aulas seus alunos lhe pediram que mostrasse o método de cura de Jesus. Desde aquele momento Mestre Mikao Usui iniciou uma busca que durou dez anos para encontrar e aprender a técnica.

Quando autoridades cristãs do Japão lhe disseram que essa cura não devia ser assunto de discussão e muito menos conhecida, Usui buscou informações no Budismo.

Os Monges Budistas disseram a Usui que o antigo método de cura espiritual fora perdido e que a única maneira de se aproximar dele era por meio dos ensinamentos budistas, o Caminho da Iluminação. Após vários anos de pesquisa, Mikao Usui voltou ao Japão e fixou residência num mosteiro Zen-Budista: aí encontrou os textos que revelaram a fórmula de cura que, agora ele podia ler no original, em sânscrito. Entretanto os textos não incluíam a informação de como ativar a energia e fazê-la funcionar, para se manter os poderosos ensinamentos longe do alcance de mãos não preparadas para conhecê-los e usá-los corretamente.

Mestre Mikao Usui tinha encontrado toda a teoria, mas, a prática, não lhe havia sido revelada. Devido a isso ele se propôs a fazer um teste, o qual foi realizado pelo período de três semanas de meditação, de jejum e oração no monte Koriyama, no Japão. Ele escolheu o local da meditação e reuniu 21 pedras pequenas à sua frente para marcar o tempo, jogando fora uma pedra ao final de cada dia. Na última manhã dessa busca, um pouco antes de clarear o dia, Usui viu um projétil de luz vindo na sua direção. Sua primeira reação foi fugir do projétil: mas então ele pensou novamente. Decidiu aceitar o que estava vindo em resposta à sua meditação. A luz atingiu o seu terceiro olho e ele perdeu a consciência por certo tempo. Então viu um milhão de bolhas de arco-íris e finalmente, os símbolos do Reiki como numa tela. Ao ver os símbolos foi lhe dada a informação de cada um deles para ativar a energia de cura. Essa foi a primeira iniciação de Reiki e a redescoberta de um método antigo por meio de vidência.

O Reiki continua até os dias de hoje, sendo ensinado e praticado no Japão.

Tenho certeza que o Reiki poderá levá-lo a um novo, caminho de paz, abundância, auto-conhecimento e prosperidade Divinas.

Que a Luz de Deus esteja com todos vocês!

Celi Olivieri
Mestra de Reiki Tradicional

Extraído do Site www.saintgermain.org.br

Palavras atribuídas a Pitágoras por Eliano

"Deus, em sua providência, deu ao homem duas coisas admiráveis: a faculdade de abraçar a verdade e a de fazer o bem a seus semelhantes; uma e outra podem ser comparadas às obras de Deus."
Bibliografia:
Pitágoras e o tema do número
Santos, Mário Ferreira dos
São Paulo
2000
Ibrasa
Pág. 184

...
2.CONVIVER COM O OUTRO

É reconhecer e aceitar o outro como um legítimo ser humano, que chora, que ri, que guarda seus segredos, que tem seus sonhos, desejos e anseios. Quanto mais fácil a convivencialidade consigo, mais fácil será a convivencialidade com o outro, pois eu trato o outro como eu costumo me tratar. As mesmas qualidades desenvolvidas por você para se auto-aceitar aqui são bem vindas em relação ao outro.

Desenvolvendo uma boa dose de abertura, ouvindo o outro, percebendo e não julgando as diferenças. Sair da postura vertical onde alguém tem que ser melhor que o outro e cair na horizontalidade. Somos todos iguais em essência, com diferença no grau de percepção da humanidade de cada um. Ser convivencial com o outro é respeitá-lo, exatamente onde ele está na sua caminhada de evolução. É permitir que o outro seja e se comporte da forma como ele escolheu.

Para isto, vamos nos apoiar no conceito de relação dialógica de Buber para esclarecer duas formas de relações interpessoais:

Diagrama de Convivencialidade criado a partir do conceito de relação dialógica de M. Buber:
...
(pensamentos, sentimentos, desejos)EU <---> TU (pensamentos, sentimentos, desejos)
...

Diagrama de Instrumentalização criado a partir do conceito de relação dialógica de M. Buber:
...
(pensamentos, sentimentos, desejos)EU <---> ISSO (OBJETO)
...

Tratamos o outro como um real ser, quando o vemos exatamente como ele é. Com seus desejos, pensamentos, sentimentos. Pode ser que desejemos ao outro algo que julgamos ser melhor para ele segundo nosso ponto de vista. Porém somente o outro pode saber o que é melhor para ele. Por mais que vejamos que o outro está sofrendo, pode ser que isto seja importante para o seu caminho. Poupar alguém de alguma dor pode significar não lhe dar a chance de viver a sua verdade. Por mais difícil que isto possa parecer, precisamos lhe dar este direito de liberdade. Cada um tem o direito de sentir a sua própria dor.

Aqui tudo precisa ser relativizado, até porque quando falamos de seres humanos, não existe certo nem errado, existe o que é bom ou não para determinada pessoa ou situação. Você pode querer ajudar alguém e este alguém não querer ser ajudado. Ajudar, aí, pode ser considerado instrumentalização. Passar por cima da vontade do outro. Por outro lado, por exemplo, ajudar alguém a sair das drogas, pode precisar de uma atitude radical de quem ajuda, pois muitas vezes respeitar sua vontade de fazer uso de drogas é não ser convivencial com outro. Neste caso, por exemplo, o outro não está sadio o suficiente para tomar suas próprias decisões.

Será então, que poderíamos, definir como termômetro, que quando envolve risco de vida, poderíamos nos meter mais? Cada caso é um caso e chegar a uma norma de conduta pode não ser o mais indicado. Prefiro deixar aqui a noção de convivencialidade e que cada um poderá se auto-consultar e pelo bom senso e intuição chegar a uma resolução muito própria e singular de como é exercê-la.

Autora : Silvia Rocha
Parte do Artigo : Convivencialidade: Será que Estamos Preparados ?
Extraído do Site : www.conviver.org.br

"Eis o que há quanto à natureza e à harmonia: a essência das coisas é uma essência eterna: é uma natureza única e divina, cujo conhecimento não pertence ao homem; contudo, não seria possível que nenhuma das coisas que são, e por nós conhecidas, chegassem ao nosso conhecimento, se essa essência não fosse o fundamento interno dos princípios de que o mundo foi formado; ou seja, dos elementos limitados e dos elementos ilimitados. Ora, já que esses principíos não são semelhantes entre si, nem de natureza semelhante, seria impossível que a origem do mundo fosse formada por eles, se a harmonia não tivesse intervindo, seja de que modo essa intervenção tenha sido produzida. Com efeito, as coisas semelhantes e de natureza semelhante não tiveram necessidade da harmonia; mas as coisas dissemelhantes, que não têm nem uma natureza semelhante, nem uma função igual, para poderem ser colocadas no conjunto ligado do mundo, devem estar encadeadas pela harmonia."
Filolau

Aquele que sabe muito sobre os outros pode ser instruído, mas aquele que se compreende é mais inteligente. Aquele que controla os outros pode ser forte, mas aquele que se domina é ainda mais poderoso.
Lao-Tse, Tao Te-King

É preciso saber que existe em cada um de nós dois princípios que nos governam e nos dirigem e que seguimos para onde eles nos levam: um é o desejo inato do prazer, outro, a ídeia adquirida de que é preciso buscar o bem (Fedro, 237 d).
Bibliografia:
Platão
Manon, Simone
São Paulo - 1992
Editora Martins Fontes
Pág. 127

Deus inventou e deu-nos a visão a fim de que, ao contemplarmos as revoluções da inteligência no céu, pudéssemos aplicá-las às revoluções de nosso próprio pensamento que, ainda que desordenadas, são parentes das revoluções imperturbáveis do céu; e a fim de que, após termos estudado a fundo esses movimentos celestes e participado da retidão natural dos raciocínios, pudéssemos, imitando os movimentos absolutamente invariáveis da divindade, estabilizar os nossos ... (Timeu, 47 b-c)
Bibliografia:
Platão
Manon, Simone
São Paulo - 1992
Editora Martins Fontes
Pág. 107

O caminho da realização pela percepção direta

Sabe-se que a percepção total ocorre espontaneamente entre os adeptos que possuem os raríssimos dons da sabedoria e da serenidade ... a serenidade é essencial. Só com ela se podem dispersar os miasmas da paixão e da ignorância e atingir essa calma maravilhosa pela qual o adepto se torna gloriosamente imune a qualquer desgosto ou dor, a qualquer choque ou horror que a vida pode oferecer.
Bibliografia:
TAOÍSMO - A busca da Imortalidade
Blofeld, John
São Paulo
Círculo do Livro
Pág. 178

Cada ser do universo volta à fonte comum.
O retorno a fonte significa Serenidade.
LAO-TSE

Platão

Filósofo grego nascido em 427a.C., teve como maior influência Sócrates, que foi o primeiro a reconhecer sua ignorância e desenvolver um método que consiste em realizar um esforço para conseguir uma definição, pois se compreendermos o conceito de algo, a justiça por exemplo, poderemos entender todas as características que a constituem. O ponto de partida de Platão é a morte de Sócrates em 399a.C., considerando injusta a condenação, Platão escreveu em sua sétima carta: - “Reconheço que todos os estados são mal governados... É somente pela filosofia que se pode discernir todas as formas de justiça política e individual”. “A justiça reinará no dia em que os filósofos forem reis ou os reis forem filósofos”. Platão tentou realizar este sonho em Siracusa, mas foi traído pelo tirano Dion que colocara no poder, foi preso e vendido como escravo. Foi resgatado por Anikeris de Cítera e retornou a Atenas onde fundou sua escola às portas da cidade, nos jardins de Academos.

Platão acreditava que tudo que podemos tocar e sentir na natureza “flui” e é feito de material sujeito a corrosão do tempo. Ao mesmo tempo, tudo tem origem em uma “forma” que é eterna e imutável. Ele admirou-se com a semelhança entre todos os fenômenos da natureza e chegou à conclusão de que “por cima” e “por traz” de tudo o que existe, há um número limitado de formas, às quais deu o nome de IDÉIAS. À realidade por traz do mundo dos sentidos ele deu o nome de MUNDO DAS IDÉIAS. Nele estão as imagens padrão; imagens primordiais , eternas e imutáveis que encontramos expressas na natureza. O mundo das idéias, segundo Platão só pode ser conhecido através da razão. – “Do mesmo modo que as coisas visíveis são iluminadas pelo Sol, as idéias o são por uma Idéia Suprema”. Ele ressalta a importância do “mito”, na medida em que ele traduz para uma linguagem poética as verdades filosóficas, permitindo assim seu acesso com maior facilidade.

A teoria do “Belo” de Platão, baseia-se na superação da aparência sensorial. O belo é visto como algo divino. O belo em sua essência só pode ser objeto de sua filosofia, pelo fato de que essa se propõe a contemplar o mundo em sua essência ideal. Platão representa uma forma de consciência que não consegue ver o valor e a importância do mundo passageiro.Vive numa aspiração voltada para o eterno, pois a idéia de algo é sua essência e não sofre alterações. O desenvolvimento filosófico consiste em desvendar tal essência. A realização deste caminho não é só um exercício intelectual, exige a transformação da alma, propensa ao mundo material.

Em Platão existe uma unidade entre Ciência, religião e Ética. O processo leva à comunhão com o Divino e a irradiação desta comunhão é o Belo. A realização do homem é alcançar a Verdade, o Bom e o Belo. Platão pensa que a emoção amorosa, que arrebata a alma diante da beleza, é de todas as Idéias a mais fácil de reconhecer. É através do amor por um belo corpo, em seguida por belos corpos, depois por belas almas e belas virtudes que conduz a redescoberta do Belo em si. – “Mau, com efeito, é o amante vulgar que prefere o corpo ao espírito, pois seu amor não é duradouro por não dirigir-se a um objeto que perdure”. “O amor é a causa do movimento do Universo”.

A doutrina das Idéias o leva a crer na imortalidade da alma, uma vez que a alma é feita para as Idéias, eternas...

Uma vez que as Idéias constituem referencias absolutos, Deus, e não o homem é a medida de todas as coisas.

Extraído do Site www.saintgermain.org.br

Reflexão Serena

Estranhamente refletora é esta brilhante consciência,
maravilhosa é esta pura reflexão.

O orvalho e a lua,
as estrelas e os rios,
a neve sobre os picos,
e as nuvens que flutuam sobre os picos de montanhas
eram escuras e se tornam claras e refulgentes,
eram sombrias e se tornam claras e resplandecentes.

Uma infinita maravilha habita essa serenidade
nesta reflexão todo esforço intencional se desvanece.
A serenidade é a palavra final (de todo ensinamento)
a reflexão é a resposta a tudo (o manifestado).
Livre de todo esforço,
esta resposta é natural e espontânea.

A desarmonia surgirá,
se não há serenidade na reflexão,
e tudo se tornará inútil e secundário,
se não há serenidade na reflexão.
A verdade da reflexão serena
é perfeita e completa.

Olha! Os cem rios fluem
em torrentes tumultuosas
até o grande oceano.

Silenciosa e serenamente esquece todas as palavras;
clara, nitidamente, aparece ante ele.
Quando entendemos, é vasto e sem limites;
em sua essência, somos claramente conscientes.

Hung Chih

Bibliografia:
Edições Planeta - ZEN-BUDISMO
Número 136-A / Janeiro de 1984
Severino, Roque Enrique (Argentino e professor de Filosofia Oriental)
Editora Três
Pág. 11

Os Taoístas e a Serenidade

Um taoísta é alguem que procura viver o mais possível de acordo com a natureza: conteplação de seus caminhos, reconhecimento de sua adequação e consciência de que tudo nela é "bom" porquanto essencial ao todo.
...
Quando se toma a natureza por guia, por amigo, o viver se torna fácil, calmo, alegre até: as preocupações se vão, a serenidade se instala.
...
Se algum vocábulo tem preeminência entre os taoístas, é: "serenidade".

Quem indagar sobre o Caminho pode estar certo de ouvir algo assim:

"Para voltares à condição original, deves tornar-te mestre da serenidade. Uma atividade saudável, jamais levada ao ponto de exaustão, pode alternar-se com a perfeita serenidade. Senta-te imóvel como uma rocha e volta a mente para a paz. Fecha as portas dos sentidos. Concentra-te num objeto ou, melhor ainda, penetra num estado de vigília sem objetivo. Olha com a mente para dentro de ti e contempla o brilho interior".

Bibliografia:
TAOÍSMO - A busca da Imortalidade
Blofeld, John
São Paulo
Círculo do Livro
Pág. 24 e 25

Harmonia

A harmonia é a "unidade do múltiplo e a acordância do discordante", o que é manifesto em toda parte. Assim, o universo é harmônico, porque nele vemos o discordante acordar-se em uma norma que predomina. Não é o universo um feixe de perfeições absolutas secundum quid, mas um feixe de discordâncias que se acordam; é a multiplicidade pré-harmônica que se harmoniza.
Bibliografia:
Pitágoras e o tema do número
Santos, Mário Ferreira dos
São Paulo
2000
Ibrasa
Pág. 162

O Caminho do Meio e o Madhyamika

O caminho de Buda, o caminho do meio, foi reformulado e sistematizado em termos filosóficos, no século III, pelo filósofo hindu Nagarjuna, em seu sistema de pensamento Madhyamika(Caminho do Meio), considerado a filosofia central do Budismo Mahayana.

... Nagarjuna, dialético brilhante, valia-se do método dialético e sustentava que a verdade não se encontra em nenhum ponto de vista ou conceito, em nenhum sistema de entendimento.

A verdade, o Absoluto, que são inexprimíveis, só podem ser compreendidos, elevando-se acima de qualquer tipo de particularidade.

O conflito gerado pela razão e por posições polêmicas resolve-se ... através da conscientização do todo, e não das partes separadas.

Vai-se além, chegando à intuição, considerada uma faculdade mais elevada: o conhecimento não-dual, o conhecimento do Real, do Absoluto.

Bibliografia:
A Psicologia de Jung e o Budismo Tibetano
Moacanin, Radmila
São Paulo
Cultrix/Pensamento
Pág. 96 e 97


O que é essa dialética ... ?

É uma ciência que pode se pronunciar a respeito da verdade final, da natureza e da relação de todas as coisas. Pode dizer o que cada coisa é, como difere das outras, que qualidade comum têm, a qual espécie cada coisa pertence, onde cada espécie reside, e se sua existência é em ato ou em potência. A dialética também trata do Bem e do não-Bem, e das coisas que são classificadas como boas ou como seu contrário, e do que é eterno e do que não é eterno - não como uma mera opinião mas com uma ciência autêntica. Ela detém nossos desgarramentos do Mundo dos sentidos e nos fixa no Mundo Inteligível, onde tem seu ato próprio, afastando assim a mentira e alimentando a nossa alma, como diz Platão, "nas pradarias da Verdade".

Bibliografia:
Plotino - Tratados das Enéadas
Tradução de Américo Sommerman
Polar Editorial & Comercial
2000
Pág. 48

O despertar da Vida é feito com o despertar da Mente que, usando a sua virtude, a Meditação, faz com que o homem perceba que está vivo, como parte integrante da Vida.
DR. CELSO CHARURI

COMO VAI A SUA MENTE

Ainda existem pessoas que acreditam num Mundo Melhor.

Desde o início da história da humanidade, muitos e muitos homens apareceram e fizeram proposições para a melhoria da sociedade, para que se melhorasse o mundo, na tentativa de trazer a felicidade a todos. Observamos isso.

Mas ocorreu-nos que existe uma grande diferença entre os seres humanos, e que se continuássemos tentando fazer colocações dentro de uma verdade que satisfizesse apenas a um grupo, a uma parcela, nós teríamos que percorrer, por milhares e milhares de anos, todos os campos do conhecimento, um por um, para então trazer a felicidade.

(...) Sabemos que vivemos num mundo de diferenças. Nada é igual; tudo é diferente. Então, trabalhar com relativos, para se conseguir a felicidade, no mínimo demoraria muito e muito tempo! Então resolvemos trabalhar com o Absoluto, com aquele fator que existe em todos, que é comum a todos os diferentes.

(...) Assim, tendo também observado que durante muito tempo na humanidade o homem vem se baseando na premissa de que "o homem é produto do meio", e observado ainda que o homem, encapsulado como é, junta-se, forma família e as famílias, sociedades, concluímos que se ele pretende mudar o meio para trazer felicidade, ele não vai alterar a estrutura íntima. Ele só vai conseguir modificações no meio, se um homem melhor aparecer - um homem desencapsulado, livre, feliz. E é o homem feliz que faz o meio feliz, porque o meio é produto do homem.

Portanto, se você também pretende um Mundo Melhor, saiba que o trabalho é um trabalho de cada um dentro de si. Sinta o que você já sabe. Use a Paciência: ela sedimenta. Medite sobre os pontos do Conhecimento. Olhe dentro de você. Sabedoria é conhecer-se. Se você reconhece seus limites, se você reconhece seus pontos vulneráveis, então você já sabe qual é a sua posição. Não pense que no estágio de homem comum o homem poderá construir um Mundo Melhor. Não pode! Pensando como pensa...?! O máximo que o homem conseguiu, com as suas idéias, foi esse mundo. É necessário mais!

Logo, se você quiser alguma coisa melhor, você terá que começar por reconhecer-se, observando seus pontos vulneráveis, o que o prende, quem é você, o que você tem feito, qual é o meio que você freqüenta, como é o meio que você freqüenta, quem são os elementos desse meio, como são os elementos do meio que você freqüenta, com quem você conversa, que tempo você gasta conversando, se houve proveito nesse tempo, não houve proveito...Você deu alguma coisa ou só tirou alguma coisa? Na verdade, o que você está fazendo no mundo?

Se você chegar à conclusão de que é muito pouco, é por isso que o mundo "é muito pouco". E se disser a si mesmo que já sabe tudo, pergunte-se se você é tudo que você sabe. Afinal, cada um aciona aquilo que pensa.

DR. CELSO CHARURI
(trechos de palestra proferida em 05.10.81)

Se submetermos nossa vontade consciente permitindo que ela se unifique com a vontade do eterno,

então,

mas só então,

poderemos alcançar a verdadeira liberdade.

Bibliografia:
Sri Aurobindo
La Sintesi dello Yoga
Volume I
Pag. 90

O homem deve criar as oportunidades e não somente encontrá-las.
Francis Bacon


O centro de toda resistência é o egoísmo, devemos descobri-lo, especificá-lo, seja qual disfarce use para esconder-se, e trazê-lo à luz para destruí-lo.

Bibliografia:
Sri Aurobindo
La Sintesi II
Pag. 48


Nosso espírito cansa das superfícies do ser, transcendido é o esplendor da forma; ele se volta para poderes encobertos e estados mais fundos.

É dentro de nós que a Realidade deve ser encontrada e a fonte e fundação de uma vida aperfeiçoada; nenhuma formação exterior pode substituí-la: deve haver o verdadeiro si dentro, se é para haver a verdadeira vida realizada no mundo e na Natureza.

Este movimento de ir para dentro e viver dentro é uma tarefa difícil a colocar sobre a consciência normal do ser humano; no entanto não há nenhum outro caminho de autodescoberta.

Bibliografia:
Sri Aurobindo
Revista Ananda, Caderno Especial II
Abril de 1974
Pág. 1

Quando a flor se desenvolve em fruto, as pétalas desaparecem por si mesmas. Assim, quando a divindade se intensificar em você, a fraqueza da natureza humana que existe em você desaparecerá de modo espontâneo.
Bibliografia:
Sayings of Sri Ramakrishna
Ramakrishna
Madras
India:Sri Ramakrishna Math
1965
Pág. 139

A Verdade Suprema está no interior como no exterior, no mutável como no imutável. Ela supera os poderes de percepção e compreensão ligados aos sentidos materiais. Infinitamente longínqua, está também muito próxima. E embora pareça dividido, o Princípio Supremo permanece indivisível.
Bhagavad Ghita, XII, vol. 16-17

Mito da Caverna

Como é nosso sentido de percepção?

Até que ponto o que observamos é mesmo o real?

Platão chamou a atenção sobre este ponto ao dizer que éramos como um grupo de homens sentados em uma caverna, sempre voltados para seu fundo.

Nesse fundo os homens só percebem as sombras causadas pelo que se passa lá fora, e não o que realmente se passa.

Observamos reflexos e crentes de que esta é a única realidade possível, não nos damos ao trabalho de mudar de posição.

Vez ou outra, experimente, ouse, mude de posição!

Extraído do Site www.saintgermain.org.br/filosofia.html

Pensamento de Filolau

"A essência das coisas é uma essência eterna; é uma natureza única e divina, cujo conhecimento não pertence ao homem; contudo, não seria possível que nenhuma das coisas que são, e por nós são conhecidas, chegassem ao nosso conhecimento, se essa essência não fosse o fundamento interno dos princípios de que o mundo foi formado, ou seja, dos elementos limitados e dos ilimitados."
Bibliografia:
Pitágoras e o tema do número
Santos, Mário Ferreira dos
São Paulo
2000
Ibrasa
Pág. 147

Platão

Filósofo grego nascido em 427a.C., teve como maior influência Sócrates, que foi o primeiro a reconhecer sua ignorância e desenvolver um método que consiste em realizar um esforço para conseguir uma definição, pois se compreendermos o conceito de algo, a justiça por exemplo, poderemos entender todas as características que a constituem. O ponto de partida de Platão é a morte de Sócrates em 399a.C., considerando injusta a condenação, Platão escreveu em sua sétima carta: - “Reconheço que todos os estados são mal governados... É somente pela filosofia que se pode discernir todas as formas de justiça política e individual”. “A justiça reinará no dia em que os filósofos forem reis ou os reis forem filósofos”. Platão tentou realizar este sonho em Siracusa, mas foi traído pelo tirano Dion que colocara no poder, foi preso e vendido como escravo. Foi resgatado por Anikeris de Cítera e retornou a Atenas onde fundou sua escola às portas da cidade, nos jardins de Academos.

Platão acreditava que tudo que podemos tocar e sentir na natureza “flui” e é feito de material sujeito a corrosão do tempo. Ao mesmo tempo, tudo tem origem em uma “forma” que é eterna e imutável. Ele admirou-se com a semelhança entre todos os fenômenos da natureza e chegou à conclusão de que “por cima” e “por traz” de tudo o que existe, há um número limitado de formas, às quais deu o nome de IDÉIAS. À realidade por traz do mundo dos sentidos ele deu o nome de MUNDO DAS IDÉIAS. Nele estão as imagens padrão; imagens primordiais , eternas e imutáveis que encontramos expressas na natureza. O mundo das idéias, segundo Platão só pode ser conhecido através da razão. - “Do mesmo modo que as coisas visíveis são iluminadas pelo Sol, as idéias o são por uma Idéia Suprema”. Ele ressalta a importância do “mito”, na medida em que ele traduz para uma linguagem poética as verdades filosóficas, permitindo assim seu acesso com maior facilidade.

A teoria do “Belo” de Platão, baseia-se na superação da aparência sensorial. O belo é visto como algo divino. O belo em sua essência só pode ser objeto de sua filosofia, pelo fato de que essa se propõe a contemplar o mundo em sua essência ideal. Platão representa uma forma de consciência que não consegue ver o valor e a importância do mundo passageiro.Vive numa aspiração voltada para o eterno, pois a idéia de algo é sua essência e não sofre alterações. O desenvolvimento filosófico consiste em desvendar tal essência. A realização deste caminho não é só um exercício intelectual, exige a transformação da alma, propensa ao mundo material.

Em Platão existe uma unidade entre Ciência, religião e Ética. O processo leva à comunhão com o Divino e a irradiação desta comunhão é o Belo. A realização do homem é alcançar a Verdade, o Bom e o Belo. Platão pensa que a emoção amorosa, que arrebata a alma diante da beleza, é de todas as Idéias a mais fácil de reconhecer. É através do amor por um belo corpo, em seguida por belos corpos, depois por belas almas e belas virtudes que conduz a redescoberta do Belo em si. - “Mau, com efeito, é o amante vulgar que prefere o corpo ao espírito, pois seu amor não é duradouro por não dirigir-se a um objeto que perdure”. “O amor é a causa do movimento do Universo”.

A doutrina das Idéias o leva a crer na imortalidade da alma, uma vez que a alma é feita para as Idéias, eternas... Uma vez que as Idéias constituem referencias absolutos, Deus, e não o homem é a medida de todas as coisas.

Extraído do Site www.saintgermain.org.br

"Se quiser conversar comigo", dizia Voltaire, "defina seus termos."

Quantos não seriam os debates que teriam ficado reduzidos a um parágrafo se os contendores tivessem tido a ousadia de definir seus termos!

O alfa e o Ômega da lógica, seu coração e alma, estão em que termo importante num discurso sério deve submetido, com o maior rigor, ao escrutínio e à definição.

Bibliografia:
A História da Filosofia
Durant, Will
Editora Nova Cultural
São Paulo
2000
Pag. 77

Percebi que tudo aquilo que me provocava ansiedade e medo não possuía, em si mesmo, coisa alguma de boa ou má, exceto na medida em que a mente se deixava influenciar.
Spinoza

A Sabedoria Interna


Para conhecer o mundo.
Não é necessário viajar pelo mundo.
Posso conhecer os segredos do mundo
Sem olhar pela janela do meu quarto.
Quanto mais longe alguém divaga,
Menor é seu saber.
O sábio atinge sabedoria
Sem erudição;
Alcança a sua meta
Sem esforço;
Termina a sua jornada
Sem viajar.

Explicação:

Toda a fonte da sabedoria está no interior do homem. O mundo externo pode apenas servir de estímulo para despertar a realidade interna do homem: mas não é fonte e causa de sabedoria. O íntimo Ser do homem é infinitamente maior do que o externo ver, ouvir, sentir e ter. Por isto, deve o homem concentrar-se no seu interno ser - e conhecerá todos os mundos externos. Sem essa interiorização, pode o homem ver todas as coisas externas sem compreender nada - assim como um analfabeto pode folhear os maiores livros da humanidade sem entender nada.

Bibliografia:
Tao Te King
Lao-Tse
Tradução e Notas: Huberto Rohden
Alvorada
Pag. 126 e 127

Será que você deixará que sua cabeça sobrepuje a sabedoria de seu coração ?
Lao-Tsé

O pior pecado de todos ... foi a omissão das filosofias chinesa e hindu. Até mesmo uma "história" da filosofia que comece com Sócrates e nada tenha a dizer sobre Lao-Tsé e Confúcio, Mencius e Chuang-Tsé, Buda e Shankara está provincianamente incompleta.
Bibliografia:
A História da Filosofia
Durant, Will
Editora Nova Cultural
São Paulo
2000
Pag. 12

Procurem, primeiro, as boas coisas da mente e o resto lhes será proporcionado, ou, então, a falta do resto não será sentida.
Francis Bacon

“Se o Mestre for verdadeiramente sábio, não convidará o aluno a entrar na mansão de seu saber, e sim, estimulará o aluno a encontrar o limiar da própria mente."
Com estas palavras Khalil Gibran define a postura mais adequada do professor para com seus alunos.

Platão e a Educação

Os elementos da instrução ... devem ser apresentados à mente na infância, mas sem nenhum grau de coação; porque um homem livre deve ser livre também na aquisição do conhecimento. ... O conhecimento que é adquirido sob coação não se fixa na mente. Por isso, não usem a coação, mas deixem que a educação inicial seja mais uma espécie de diversão; isso lhes permitirá mais a descoberta da tendência natural da criança.
Bibliografia:
A História da Filosofia
Durant, Will
Editora Nova Cultural
São Paulo
2000
Pag. 50

A ação deve culminar em sabedoria.

Bhagavad-Gita

O que é Intuição ?

Enquanto o raciocínio é um conhecimento mediato, no sentido de que se faz por meio de conceitos e juízos que, encadeados, levam a uma conclusão, a intuição é um tipo de conhecimento imediato, isto é, feito sem intermediários, um pensamento atualmente presente no espírito. Como a própria palavra indica (tueri em latim significa "ver"), intuição é uma visão súbita. Enquanto o raciocínio é discursivo e se faz por meio da palavra, a intuição é inefável, inexprimível: como poderiamos explicar em que consiste a sensação do vermelho ?
Se a lógica organiza o pensamento, a intuição, por outro lado, é importante por ser o ponto de partida do conhecimento, a possibilidade da invenção, da descoberta, dos grandes "saltos" do saber humano.
Bibliografia:
Filosofando: Introdução à filosofia
Aranha, Maria Lúcia de Arruda
martins, Helena Pires
Editora Moderna
São Paulo
1986
pág. 104

Dando maior exatidão ao conceito de justiça individual, Sócrates faz notar que se deve distinguir a alma em três partes : a cognitiva, a irascível e a apetitiva. Cada uma destas almas tem virtudes que lhes são próprias assim como às classes que formam o Estado. A verdadeira justiça consiste na harmonia destas três partes e classes. Harmonia que exige a subordinação da segunda à primeira e da terceira às duas outras. A injustiça consiste, ao contrário, no desacordo delas e aparece quando alguma dessas classes vai além dos limites que lhe são impostos.

Bibliografia:
Os Grandes Iniciados : Platão
Schuré, Édouard
Ediouro
1987
Pág. 63

Palavras de Platão, no Górgias :

"Os sábios, ó Cálicles, dizem que a amizade, a ordem, a razão e a justiça mantém conjuntamente o céu e a terra, os deuses e os homens; eis porque chamam a esse conjunto o Cosmos, quer dizer boa ordem."

Palavras de Sócrates

Sabedoria é vencer-se a si mesmo;

ignorância, em compensação, é ser vencido por si mesmo,

por um si mesmo inferior que prevalece e triunfa sobre o superior.

Em Platão - Diálogos - A República, temos que o conhecimento e a verdade são semelhantes ao bem, mas não que sejam o próprio bem; este tem um lugar de honra ainda mais elevado.

- Não dirias do Sol que ele não é apenas a fonte da visibilidade em todas as coisas visíveis, mas também da geração, do crescimento e da nutrição, embora ele mesmo não seja geração ?

- Por certo.

- Do mesmo modo podes afirmar que o bem não é apenas causa da inteligibilidade de todas as coisas inteligíveis, mas ainda de seu próprio ser e essência, e contudo o bem não é essência, mas está acima dela em dignidade e poder.

Em Platão - Diálogos - A República, temos a maneira de chegarmos a verdade :

Assim como os objetos visíveis só são vistos quando o Sol brilha sobre eles, a verdade só é apreendida quando iluminada pela idéia do bem.

Fragmento 6o de Filolau, discípulo de Pitágoras

"... O homem nasceu, foi criado para conhecer a essência da natureza universal; e a função da sabedoria é precisamente possuir e contemplar a inteligência que se manifesta nos seres.

A sabedoria não tem por objeto um ser qualquer determinado, mas absolutamente todos os seres, e é mister que ela se inicie, não pela busca dos princípios de um ser individual, mas sim pelos princípios comuns a todos os seres. A sabedoria tem por objeto todos os seres, como a visão tem por objeto todas as coisas visíveis. Ver no seu conjunto, e conhecer os atributos universais de todos os seres, é próprio da sabedoria, e eis como a sabedoria descobre os princípios de todos os seres.

Aquele que é capaz de analisar todos os gêneros, e de os relacionar e os reunir, por uma operação inversa, num só e mesmo princípio, me parece ser o mais sábio, o mais próximo da verdade e que parece ter encontrado esse observatório sublime, do alto do qual poderá ver Deus, e todas as coisas que pertencem a série do divino: senhor desse caminho real, seu espírito poderá galgar direto para a frente e chegar ao ápice da carreira, ligando os princípios aos fins das coisas, e a conhecer que Deus é o princípio, o meio, o fim de todas as coisas, feitas segundo as regras da justiça e da reta razão."

Bibliografia:
Pitágoras e o tema do número
Santos, Mário Ferreira dos
São Paulo
Ibrasa
Pág. 96

Instrui-te com vagar, aprende com paciência:
Do tempo e da constância é que vem a sapiência

Trecho de "Os Versos de Ouro de Pitágoras"

O método da filosofia de Sócrates e de Platão

Sócrates (séc. V a.C.) usa um método que se divide em duas partes. a ironia (em grego significa perguntar), que é destrutiva, pois conclui pela descoberta da própria ignorância; a maiêutica (em grego significa parto) é o "dar à luz" novas idéias e é, portanto, construtiva. Assim, Sócrates, por meio de perguntas, destrói o saber constituído, para depois reconstruí-lo na procura da definição do conceito.

Platão, seu discípulo, aperfeiçoa a maiêutica e a transforma em dialética, segundo a qual as intuições sucessivas se contrapõem umas às outras até se aproximarem o mais possível das essências ideias que constituem a verdade absoluta: é a marcha realizada pelo pensamento, ... até o mundo das idéias.

Bibliografia:
Filosofando: Introdução à filosofia
Aranha, Maria Lúcia de Arruda
martins, Helena Pires
Editora Moderna
São Paulo
1986
pág. 49

A verdadeira filosofia, para Pitágoras, é a Metamatemática, a arte que consiste em alcançar os conteúdos do saber supremo, e que demonstra suas afirmações (teses) por meio de juízos apodíticos (universalmente válidos), a verdadeira ciência em suma.

Para que uma disciplina se torne epistêmica deve afastar-se da doxa, das opiniões, da matéria sobre qual todos opinam e apresentam pontos de vista diametralmente opostos, a ponto de o que é afirmado com convicção de certeza e de verdade por um, ser considerado falso por outro, como sucede no âmbito das chamadas ciências culturais. A avaliação de um conhecimento só pode ser obtida epistêmicamente, se o critério que serve de avaliação fundar-se realmente em bases objetivas. E como se obterão tais bases senão nas demonstrações apodíticas, como as que nos oferece a matemática ?
...
A Mathesis, a suprema instrução, é algo ativo, que o homem deve afanar-se em consquistar. Esse afanar-se pelo saber é um apetite, um amor ao conhecimento da mathesis, é a filosofia. O conteúdo desse conhecimento é um mathema, cuja arte em alcança-lo é a mathematika, arte de obter os conteúdos do saber supremo. Nesse sentido, a matemática é o saber supremo dos pitagóricos, e não o sentido tomado comumente de disciplina que estuda as abstrações de 2o grau.

Bibliografia:

Pitágoras e o tema do número
Santos, Mário Ferreira dos
São Paulo
Ibrasa
Pág. 74 e 73

Em Platão - Diálogos - A República, temos uma definição do verdadeiro conhecimento :

O verdadeiro conhecimento é a capacidade de distinguir entre a unidade e a pluralidade, entre a idéia e os objetos que dela participam.

Em Fedro, Socrates nos dá uma idéia de qual processo utiliza para chegar ao conhecimento :

Sócrates :- O primeiro passo é este: abarcar num só relance todas as idéias esparsas de um lado e de outro reuni-las em uma só idéia geral a fim de poder compreender, graças a uma definição exata, o assunto que se deseja tratar.

Fedro :- Mas qual é o processo ?

Sócrates :- É saber dividir novamente a idéia geral nos seus elementos, nas suas articulações naturais, evitando, porém, mutilar qualquer dos elementos primitivos como faz um mau trinchador. O terceiro passo seria: Estabelecer como cada elemento influencia uns aos outros, de modo a perceber como se ajustam.

Assim como realmente a medicina em nada beneficia se não liberta dos males do corpo, assim também sucede com a filosofia se não liberta as paixões da alma.

Bibliografia:

O Epicurismo
Lucrécio
Coleção Universidade de Bolso
Ediouro

Como Sócrates raciocina sobre as intenções das pessoas, no diálogo com Mênon sobre a Virtude :

Sócrates :- E portanto, também dizes que há certas pessoas que desejam o bem, e outras que desejam o mal ? Mas não te parece, meu amigo, que todos os homens desejam unicamente o que é bom ?

Mênon :- Não, não me parece.

Sócrates :- Afirmas, então, que alguns homens desejam o mal ?

Mênon :- Sim.

Sócrates :- E crês que estes desejam as coisas más porque as acham boas ? ou dizes, então, que sabem que são más e não obstante isso as desejam ?

Mênon :- Creio que há os dois casos.

Sócrates :- Acreditas, pois, caro Mênon, que alguém que sabe que o mal é mal pode ainda desejá-lo ?

Mênon :- Creio.

Sócrates :- Que entendes tu por desejar uma coisa má. Que nos aconteça algo de mau ?

Mênon :- Exatamente.

Sócrates :- Mas os que desejam o mal, crêem que ele é vantajoso ou pernicioso ?

Mênon :- Há os que pensam que as más coisas fazem o bem; mas há outros, também, que sabem perfeitamente que as coisas más só produzem o mal.

Sócrates :- Quanto aos que pensam que o mal é vantajoso, o conhecem como sendo verdadeiro o mal ?

Mênon :- Eu não ousaria afirmar isso.

Sócrates :- Por conseguinte : estes não desejam o mal como tal, pois não o conhecem; desejam apenas o que lhes parece um bem, bem que nesse caso é mal. Donde podemos concluir que os que desejam o mal e o consideram como bem, estão de fato a desejar unicamente o que é bom. Não é o que pensa ?

Pensamento de Epicuro

Deves servir à Filosofia para que possas alcançar a verdadeira liberdade.

Nunca se protele a filosofar quando se é jovem, nem canse o fazê-lo quando se é velho, pois que ninguém é jamais pouco maduro nem demasiado maduro para conquistar a saúde da alma. E quem diz que a hora de filosofar ainda não chegou ou já passou, assemelha-se ao que diz que ainda não chegou ou já passou a hora de ser feliz.

Bibliografia:

O Epicurismo
Lucrécio
Coleção Universidade de Bolso
Ediouro
pág. 47

Estude sua própria personalidade.

De nada nos valerá o conhecimento de todas as ciências do mundo,

de tudo o que está fora de nós, se não conhecermos a nós mesmos.

Estude a sua alma, que é seu verdadeiro eu,

que se reflete em sua personalidade exterior.

Nosso corpo é a projeção de nossa alma.

Conheça a si mesmo, para viver uma vida consciente e feliz.

Bibliografia:

Minutos de Sabedoria
Pastorino, C. Torres
Editora Vozes
18a Edição
pág. 151

O que é ser um filósofo e o que o diferencia dos demais homens ?
Pitágoras responde:

"A vida humana pode ser comparada a um grande espetáculo, como o das competições atléticas, celebradas com enorme pompa e freqüentadas por todo o mundo grego, isto é, os Jogos Olímpicos. Alguns para lá se dirigem em busca da glória e da notoriedade que o esforço físico de seus corpos puder lhes trazer. Outros vão ali para comprar e vender, na expectativa do ganho e do lucro. Há também aqueles, mais nobres, que não buscam aplausos, tampouco lucros, mas desejam apenas assistir e observar atentamente de que forma as coisas acontecem. Nós também estamos presentes, por assim dizer, num grande espetáculo, e viemos, como todo mundo, de alguma cidade; dessa maneira, com seu modo de vida e seu padrão alterados, uns vêm em busca da glória, outros em busca do dinheiro, mas há alguns que vieram contemplar o Universo e não têm outro interesse a não ser esse. Tais pessoas chamam-se a si mesmos de amantes da sabedoria, ou, em outras palavras, filósofos. Assim como nos Jogos Olímpicos o mais nobre expectador é aquele que nada busca para si mesmo, a contemplação e o conhecimento da natureza estão, na vida, acima de qualquer outra atividade".
Bibliografia: Cícero, Marcus Tulius: Tusculanae Disputationes, V, 3, 8

Quanto você quer o que deseja ?

Um jovem perguntou a Sócrates como podia alcançar a sabedoria. Sócrates disse-lhe que o acompanhasse e levou-o a um rio, onde mergulhou a cabeça do jovem dentro da água e assim a manteve até que ele se estivesse agitando para respirar, soltando o então. Quando o jovem se recuperou, Sócrates perguntou-lhe: "O que você mais quis quando estava com a cabeça dentro da água ?"

"Eu queria respirar.", disse o jovem.

E Sócrates declarou : "Quando você quiser a sabedoria tanto quanto queria respirar quando estava mergulhado na água, então a receberá."

Da mesma forma, quando você possui realmente um desejo intenso de superar qualquer obstáculo em sua vida e chega à conclusão definida de que há uma saída e de que vai encontrá-la, então a vitória e o triunfo estão assegurados.

Se você realmente deseja paz de espírito e serenidade interior, você as terá.

...

Sinta um rio de paz fluindo através de você nesse momento. Seu pensamento é o poder imaterial e invisível e você escolhe que ele o abençoe, o inspire e lhe proporcione paz.

Bibliografia:

O Poder do Subconsciente
Murphy, Dr. Joseph
Editora Record
32a Edição
pág. 225 e 226

Lao-Tzu

Aquele que conhece os outros homens é inteligente, enquanto aquele que se conhece é verdadeiramente sábio.
Aquele que sobrepuja os outros é forte, enquanto aquele que sobrepuja a si mesmo conhece o verdadeiro poder.

Henry David Thoreau disse :
Ser filósofo não é meramente ter pensamentos sutis, nem mesmo fundar uma escola, mas amar de tal modo a sabedoria que se passe a viver, de acordo com seus ditames, uma vida de simplicidade, independência, magnanimidade e confiança.

Filosofia: etimologia

Os antigos gregos tinham inicialmente uma consciência mítica, cuja manifestação maior foram os poemas de Homero e Hesíodo ...

Quando se deu a passagem do mundo mítico para a consciência racional, apareceram os primeiros sábios, sophos, como se diz em grego. Um deles, chamado Pitágoras (séc. VI a.C.) - também conhecido como matemático - usou pela primeira vez a palavra filosofia (philos-sophia), que significa "amor à sabedoria". É bom observar que a própia etimologia mostra que a filosofia não é puro logos, pura razão: ela é a procura amorosa da verdade.

Bibliografia:

Filosofando: Introdução à filosofia
Aranha, Maria Lúcia de Arruda
martins, Helena Pires
Editora Moderna
São Paulo
1986
pág. 44

Sabedoria

"Sócrates ensinava, e Platão seguia o seu ensino, que o objeto da Filosofia não era simplesmente a obtenção do conhecimento, nem mesmo a obtenção do conhecimento do mundo real, mas a aquisição de qualquer coisa mais preciosa do que o conhecimento - nomeadamente, a sabedoria. Ora, a sabedoria é o conhecimento em ação, isto é, o conhecimento aplicado à vida. A aplicação à vida tem um duplo aspecto: primeiro, o conhecimento pode ser usado para disciplinar os desejos (ou apetites), por conseguinte, conduzindo para uma vida feliz; em segundo lugar, o conhecimento pode ser utilizado em benefício da sociedade. E esta duas metas - a vida feliz e o beneficio da sociedade - não são metas distintas e separadas, mas formam as duas metades de uma unidade, pois o homem é um ser social e não pode alcançar a sua plena estatura e realizar tudo quanto é em potencial, a menos que viva em contato com os seus semelhantes. A excelência do ser humano, que envolve o pleno desenvolvimento e a relação devida de todos as facêtas da nossa natureza é, portanto, essencialmente, a excelência da criatura social, a excelência do cidadão."
Bibliografia:

Aprenda Sòzinho Filosofia
Joad, C. E. M.
Livraria Pioneira Editora
Pág. 67 e 68

Na República, Livro II, Platão nos diz que, a educação do futuro filósofo começa cedo, já na infância :
"Começamos por contar fábulas às crianças. Estas são fictícias, por via de regra, embora haja nelas algo de verdade... O princípio é o mais importante em toda a obra, sobretudo quando se trata de criaturas jovens e tenras; pois neste período de formação do caráter é mais fácil deixar nelas gravadas as impressões que desejarmos. Não poderemos então permitir, levianamente, que as crianças escutem quaisquer fábulas, forjadas pelo primeiro que apareça... pois os meninos não são capazes de distinguir o alegórico do literal e as impressões recebidas nesta idade tendem a tornar-se fixas e indeléveis. Portanto, é da mais alta importância que as primeiras fábulas que escutarem sejam de molde a despertar nelas o amor da virtude."

Resposta de Sócrates à Glauco sobre o que é um filósofo, contida no Livro V da República (Platão)
"Será preciso, para entende-lo, recordar-te ou que te recordes tu mesmo que aquele de quem dissemos que ama alguma coisa deve, para que a expressão seja correta, amar não apenas uma parte do objeto amado, mas a sua totalidade. Assim também não podemos dizer que o filósofo é aquele que ama a sabedoria apenas em parte, mas na sua totalidade. Aquele que, com as melhores disposições, saboreia todo gênero de ensinamento, aquele que está sempre pronto para aprender sem mostrar-se nunca cansado, a este chamaremos com justiça de filósofo."

"Os verdadeiros filósofos são aqueles que gostam de contemplar a verdade."

A Filosofia de Sócrates

A filosofia é, para Sócrates, o caminho da purificação... A purificação da alma implica, todavia, uma condição sine qua non: o conhecimento de si mesmo. A purificação da alma afirma-se no “conhece-se a ti mesmo”, que é a máxima sobre a qual Sócrates baseia toda a sua vida de sábio.

O conhecimento de si mesmo implica o conhecimento das próprias faltas e carências e a verdadeira sabedoria consiste em admitir a própria ignorância, em eliminar as falsas opiniões e os conceitos errôneos, em abrir o espírito para chegar ao conhecimento verdadeiro. A presunção do saber, sem o possuir, origina os erros que nós cometemos com a nossa inteligência. Porém, como deixar o erro e atingir a verdade ? Como purificar as almas ? Como eliminar-lhes a falsa opinião ?

Sócrates utiliza para tanto um método que tem caráter purificador, purgativo : a maiêutica. Através da refutação, desperta-se nos outros a consciência da sua ignorância e estimula-se-os a realizar uma investigação reconstrutiva para se chegar a uma opinião mais próxima da verdade... A refutação tem efeitos tanto intelectuais quanto morais.

Depois de haver refutado o êrro de um escravo interrogado sôbre o teorema de Pitágoras, Sócrates observa : “O escravo cria saber e respondia como quem sabe e não tinha a menor dúvida; agora a tem: não sabe e nem crê saber... Mas, não sabe agora mais do que antes ? E ao enchê-lo de dúvidas e de aturdimento, causamo-lhes dano ? Não. Mas parece-me que o encaminamos ao descobrimento de como é o problema; pois embora não saiba, pode procurar com prazer, enquanto antes, sem refletir e convencido de que falava com razão, afirmara que um quadrado duplo deve ter duplo lado”.

No que tange à alma, a missão do filósofo iguala-se à do médico: assim como o corpo deve expelir as impurezas, os males que o acometem para que o alimento ingerido seja aproveitado, a alma deve expelir a falsa opinião e o erro através da refutação, que adquire, assim, natureza purgativa, purificadora. Destarte, entre o médico e o educador há estreita distância. Neste caso, todavia, o enfermo deve participar ativamente da cura e da purificação de si mesmo.

A refutação produz em relação ao conhecimento uma dúvida metódica, transformando-a em estímulo para a investigação.

“Olha como este jovem responde procurando comigo - diz Sócrates, Mémn., 84 e seguintes - e como consegue encontrar... enquanto eu não faço mais do que interrogá-lo, sem nada ensinar-lhe. Observa se alguma vez achas que o ensino ou lhe mostro algo em lugar de perguntar-lhe, simplesmente, a respeito do que por si mesmo pensa. E por isso acontece que tem ciência, se lhe perguntarmos de modo verdadeiro, e a extrai do seu interior, sem que ninguém lhe ensine.”

Nesta tarefa, o papel do filósofo assemelha-se ao de uma parteira, que faz nascer o rebento depois de longa gestação. A gestação seria a refutação em que nos encaminhamos em direção a verdade pela eliminação do erro e da falsa opinião, e a parturição seria a maiêutica, que representa o momento alto nesse processo que leva ao conhecimento verdadeiro.

A forma própria do ensino socrático é o diálogo (diá=através; lógos=palavra) onde o mestre pergunta mais do que responde, excita a reflexão ativa do discípulo e provoca a sua resposta obrigando-o a procurar para descobrir; ou seja: é um despertador de consciências e inteligências, não um provedor de conhecimentos.

Todo o conhecimento já está no interior do homem, porém ele está adormecido, esquecido. Cumpre fazê-lo vir à tona, através de uma provocação que, ao mesmo tempo em que faz emergir o conhecimento verdadeiro, realiza um autêntico ato de purificação da opinião falsa.

A maiêutica pressupõe que o conhecimento já está no homem, que já exista no interrogando uma potência intelectual intríseca que deve passar da potência ao ato pela provocação, pela refutação, pela “parturição”, que é o desfecho do processo.

Para Sócrates, não se pode agir racionalmente enquanto se permanecer preso às opiniões particulares.

Sócrates não realiza, propriamente falando, a apresentação de definições verdadeiras, mas sim, a refutação das definições errôneas que lhe são apresentadas. Ele sugere um caminho para se encontrar a definição verdadeira, ao invés de dá-la pronta.

Bibliografia Sugerida :

O Pensamento Vivo de Sócrates
Martin Claret Editores

Sócrates
Editora Mestre Jou
Mondolfo, Rodolfo

Epíteto

"É impossível para um homem aprender aquilo que ele acha que já sabe."

Adaptação de : O Mito da Caverna ( Diálogo : A República - Platão )

Imaginemos uma caverna provida de uma vasta entrada que se abre para a luz em toda a sua largura. Imaginemos que esta caverna seja habitada, e seus habitantes sejam homens que lá dentro se acham desde meninos, amarrados pelas pernas e pelo pescoço de tal maneira que não possam mudar de posição e tenham de olhar apenas para o fundo da caverna, onde há uma parede. Imaginemos ainda que, bem em frente da entrada da caverna, exista um pequeno muro da altura de um homem e que, por trás desse muro, se movam homens carregando sobre os ombros estátuas trabalhadas em pedra, madeira e outros materiais variados, cuja altura ultrapassa a do muro e que representem os mais diversos tipos de objetos.

Imaginemos também que, por lá, no alto, brilhe o Sol. Finalmente, imaginemos que a caverna produza ecos e que alguns homens que passam por trás do muro estejam falando de modo que suas vozes ecoem no fundo da caverna. Neste caso, certamente os habitantes da caverna nada poderiam ver além das sombras das pequenas estátuas projetadas no fundo da caverna e ouviriam apenas o eco das vozes. Entretanto, por nunca terem visto outra coisa, eles acreditariam que aquelas sombras, que eram cópias imperfeitas de objetos reais, eram a única e verdadeira realidade e que o eco das vozes seria o som real das vozes emitidas pelas sombras.

Suponhamos, agora, que um daqueles habitantes se liberte das correntes que o prendem. Com muito esforço, dificuldade e sentindo-se freqüentemente atordoado, ele se voltaria para a luz e começaria a subir até a entrada da caverna. Com dificuldade, com os olhos ofuscados pela luz e sentindo-se perdido, ele começaria a se acostumar à nova visão com a qual se deparava. Acostumando os olhos e os ouvidos, ele veria as estatuetas moverem-se por sobre o muro e, após formular várias hipóteses, por fim compreenderia que elas possuem mais detalhes e são muito mais belas que as sombras que antes via na caverna, e que agora lhes parece algo irreal ou limitado. Suponhamos que alguém o traga para o outro lado do muro. Primeiramente ele ficaria ofuscado e amedrontado pelo excesso de luz; depois, acostumando-se, veria as várias coisas em si mesmas; e, por último, veria a própria luz do Sol refletida em todas as coisas. Compreenderia, então, que estas e somente estas coisas seriam a realidade e que o Sol seria a causa de todas as coisas. Mas ele se entristeceria se seus companheiros da caverna ficassem ainda em sua obscura ignorância acerca das verdadeiras causas das coisas. Assim, ele, por amor, retornaria à caverna a fim de libertar seus companheiros da ignorância e das correntes que os prendem ainda. Ao retornar seus olhos se encheriam de trevas como os de quem deixa subitamente a luz do Sol e por não se ter acomodado a vista, enxergaria com dificuldade. Seus companheiros o receberiam como um louco que não se adapta à realidade que eles pensam ser a verdadeira (a realidade das sombras) e então diriam que ele voltara lá de cima sem enxergar quase nada e que não valia a pena pensar sequer em fazer semelhante escalada.

Bibliografia Sugerida :

- Reale, Giovanni & Antiseri, Dario. - "História da Filosofia", vol. I, Ed. Paulus, 1990

- Platão, Coleção Os Pensadores, Nova Cultural, 1988

- Platão - Diálogos - A Republica, Ediouro, 1996

GALILEU GALILEI

O  Livro da filosofia é o livro da natureza, livro que aparece aberto constantemente diante dos nossos olhos, mas que poucos sabem decifrar e ler, porque está escrito com sinais que diferem do nosso alfabeto, em triângulos e quadrados, em círculos e esferas, em cones e pirâmides.

 PLATÃO  428/427 A.C - 348/347 A.C

      Platão expõe uma nova maneira de pensar, perceber e sentir o mundo, estabelece uma hierarquia entre razão e sentidos, mostrando que a razão atinge com dificuldade o verdadeiro conhecimento por causa da deformação que os sentidos inevitavelmente provocam. Por isso, cabe à razão "depurar" os enganos que os sentidos nos levam a cometer e à mente atingir a verdadeira contemplação da idéias.

     Para Platão, se o homem permanecesse dominado pelos sentidos, só poderia ter um conhecimento imperfeito, restrito ao mundo dos fenômenos, das coisas que são mera aparências e que estão em constante mudança.  A esse conhecimento Platão chama de doxa (opinião). O verdadeiro conhecimento, a episteme (ciência) é, ao contrário, aquele pelo qual a mente ultrapassa o mundo perceptível ou material e atinge o mundo da idéias, lugar dos verdadeiros modelos de todas as coisas (arquétipos). Este é o único mundo verdadeiro, e o mundo perceptível só existe na medida em que participa do mundo das idéias, do qual é apenas sombra ou cópia imperfeita e transitória. Uma cadeira, por exemplo só é cadeira na medida em que participa da idéia de "cadeira em si".

      O Processo do Conhecimento representa a progressiva passagem das sombras e imagens turvas ao luminoso universo das idéias, atravessando etapas intermediárias, através de sucessivas intuições que nós aproximam o mais possível da verdade absoluta.

Bibliografia Básica :

Os Pensadores : Platão - Nova Cultural

Filosofando - Introdução à Filosofia - Editora Moderna

A posse do Conhecimento sem ser acompanhada de uma manifestação

ou expressão em Ação é como o amontoamento de metais preciosos,

uma coisa vã e tola. O Conhecimento é, como a riqueza, destinado ao Uso.

A Lei do Uso é Universal, e aquele que viola esta lei sofre

por causa do seu conflito com as forças naturais.

O Caibalion

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